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Pelourinho de Póvoa de Santa Cristina - detalhe

Designação

Designação

Pelourinho de Póvoa de Santa Cristina

Outras Designações / Pesquisas

Pelourinho de Póvoa de Santa Cristina (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Pelourinho

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Coimbra / Montemor-o-Velho / Tentúgal

Endereço / Local

-- --
Póvoa de Santa Cristina

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 23 122, DG, I Série, n.º 231, de 11-10-1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Segundo alguns autores, Santa Cristina terá recebido foral na década de vinte do século XII, das mãos de D. Teresa, embora o primeiro documento conhecido tenha sido outorgado por D. Afonso III, em 1265. A localidade, então designada de Póvoa de Olastro ou Santa Cristina de Olastro, permaneceu reguengo da coroa. D. João II elevou-a a vila e sede de concelho, e em 1515 D. Manuel deu-lhe foral novo. Manteve a sua autonomia administrativa até 1836, quando o concelho foi extinto. A Póvoa conserva ainda o seu pelourinho, certamente erguido na sequência da doação do foral manuelino, embora se encontre consideravelmente alterado.
O pelourinho foi desmantelado no início do século XX, e guardado no Museu Machado de Castro, em Coimbra, onde ficou exposto (remontado) no pátio. Em 1946, foi novamente erguido no centro da povoação, sobre um soco novo. O soco original era constituído por uma larga plataforma circular, que ficava enterrada no solo, sobre a qual assentavam quatro degraus hexagonais, com os ângulos desencontrados, sendo o superior de rebordo. Actualmente, o soco é constituído por dois degraus de alvenaria, de secção quadrada. Existem fotografias antigas que mostram o pelourinho ainda no seu local original, com os degraus primitivos, e uma aguarela do conjunto, realizada quando o monumento se encontrava no museu coimbrão (F. Perfeito de Magalhães, 1991, p. 98). A análise das mesmas permite afirmar que apenas os degraus foram alterados, mantendo-se o resto do pelourinho original, intacto, na reconstrução moderna. Consta de uma coluna de fuste quadrangular, com arestas ligeiramente chanfradas, tendendo vagamente para a secção oitavada, e assente numa pequena base quadrangular. Possui uma estreita moldura a curta distância do topo, formando uma espécie de colarinho. O remate assenta aí directamente, sendo constituído por um pequeno friso côncavo, decorado com rosetas, um prisma quadrangular com faces decoradas, e uma terminação piramidal encimada por bola. Nas faces do prisma podem ver-se as armas nacionais, a esfera armilar (emblema pessoal de D. Manuel), e carrancas (nas arestas), bastante danificadas. A esfera do topo não é original, uma vez que não figura nas fotos antigas. SML

Imagens

Bibliografia

Título

Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral

Local

Lisboa

Data

1997

Autor(es)

MALAFAIA, E. B. de Ataíde

Título

Pelourinhos Portugueses

Local

Inapa

Data

1991

Autor(es)

MAGALHÃES, Fernando Perfeito de