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Palácio de Estoi com os seus jardins, fontes e estatuária - detalhe

Designação

Designação

Palácio de Estoi com os seus jardins, fontes e estatuária

Outras Designações / Pesquisas

Casa de Estói / Palácio e Quinta de Estói / Palácio de Estoi(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Palácio

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Faro / Faro / Conceição e Estoi

Endereço / Local

Rua da Horta Nova
Estói

Rua de São José
Estói

Número de Polícia: 6-8

Rua Nova da Barroca
Estói

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 129/77, DR, I Série, n.º 226, de 29-09-1977 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O Palácio de Estoi, situado nas imediações das ruínas romanas de Milreu, é um imóvel que se caracteriza por um marcado eclectismo, sendo para muitos autores a mais significativa manifestação do Romantismo no Algarve. A sua construção foi iniciada, entre 1840 e 1850, a partir de um edifício e jardim adquiridos em 1817, para "habitação de recreio" pelo coronel Francisco José Moreira de Brito Pereira de Carvalhal e Vasconcelos. O proprietário da obra foi o seu filho primogénito Fernando José Moreira Osório de Brito Pereira de Carvalhal e Vasconcelos que herdara cargos e bens patrimoniais em morgadio. Aquela permaneceu inacabada e ao abandono até que foi adquirida por José Francisco da Silva, farmacêutico e abastado proprietário rural de Beja que, a partir de 1893, procedeu à recuperação do imóvel e dos seus e jardins, para o que despendeu a elevada verba de 109,555$85,9 (se comparada com o custo da aquisição do palacete, do jardim e da quinta que fora de 5.446$23,4). Em Maio de 1909, as obras no palacete e nos jardins foram inauguradas com grande aparato e impacto local, recebendo a visita de milhares de pessoas. A direcção dos trabalhos de recuperação foi da responsabilidade do arquitecto e decorador Domingos António da Silva Meira que se notabilizara na ornamentação de várias salas do Palácio da Pena, em Sintra. O conjunto reparte-se por três níveis, antecedidos por escadarias duplas, balustradas e portões. O imóvel, que ocupa o nível mais elevado, apresenta uma mistura de estilos, com predominância para o Neoclássico, o Neorococó e a Arte Nova, e está rodeado por extensos jardins, ornados de lagos, fontes e decorados com bustos, painéis de azulejos, estátuas e outros motivos de interesse, entre os quais se salientam um presépio da escola portuguesa do século XVIII e uma escultura de António Canova, intitulada "As Três Graças". No interior do edifício salientam-se, pelo tamanho, decoração e mobiliário, três salas de aparato: o salão nobre, a sala de visitas ou a sala azul e a sala de jantar. Regista-se, ainda, a presença de um capela que exteriormente é marcada por uma torre sineira de acentuada monumentalidade. Em 1987, a edilidade farense adquiriu todo o conjunto. Perspectiva-se que nele será instalada uma unidade hoteleira da Enatur . ( Natércia Magalhães/ DRF/2002)

Imagens

Bibliografia

Título

Faro. Edificações Notáveis

Local

Faro

Data

1995

Autor(es)

LAMEIRA, Francisco

Título

Solares Portugueses

Local

Lisboa

Data

1988

Autor(es)

AZEVEDO, Carlos de