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Capela de São Lourenço, incluindo todo o seu recheio - detalhe

Designação

Designação

Capela de São Lourenço, incluindo todo o seu recheio

Outras Designações / Pesquisas

Capela de São Lourenço (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Capela

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Leiria / Bombarral / Roliça

Endereço / Local

EN 8, ao km 79
Roliça

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 2/96, DR, I Série-B, n.º 56, de 6-03-1996 (ver Decreto)
Edital de 5-06-1992 da CM do Bombarral
Despacho de homologação de 14-04-1986 da Secretária de Estado da Cultura
Despacho de concordância de 9-04-1986 do vice-presidente do IPPC
Parecer de 8-04-1986 do Conselho Consultivo do IPPC a propor a classificação como IIP
Proposta de classificação de 1981 do Centro Hospitalar das Caldas da Rainha

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

De acordo com a inscrição presente na fachada principal, a capela de São Lourenço foi edificada na primeira metade do século XVI por Martim Afonso de Melo (Jusarte), capitão da Índia por 28 anos, em acção de graças por ter sido salvo de um grande perigo no mar. A capela já deveria estar concluída à data da sua morte, em 26 de Março de 1550, conforme consta da referida lápide, aí colocada certamente nessa data para imortalizar a memória do seu construtor. Nessa época, integrava o solar da família Melo e Castro, do qual se veio posteriormente a separar.
O mesmo desejo de imortalização e de afirmação de poder encontra-se expresso nos vários símbolos heráldicos dos Melos que se observam nos diversos elementos da capela. São contemporâneos da sua edificação o escudo sobre o portal principal e as chaves da abóbada da capela-mor com o escudo esquartelado dos Melo, dos Jusarte, e dos Castros (estes no terceiro e quarto campo). O silhar de azulejos do alpendre, que renova a preocupação heráldica, é muito posterior. Na verdade, esta capela quinhentista foi depois objecto de várias intervenções, entre as quais se destaca a do século XVIII.
De linhas depuradas no exterior, a capela destaca-se pelo alpendre assente sobre colunas toscanas e revestido interiormente por azulejos rococó. O portal, de verga curva, é encimado pelas armas já mencionadas. No interior, a nave é percorrida por um silhar de azulejos também rococó, do terceiro quartel do século XVIII, com representações da vida de São Lourenço e outros com anjos a exibir cartelas com frases em latim alusivas à mesma iconografia. Na capela-mor as cenas ilustradas referem-se à vida de Santo António. Este espaço, é coberto por abóbada de nervuras sobre mísulas. O retábulo, de talha polícroma, deverá ser contemporâneo da campanha azulejar.
(Rosário Carvalho)

Bibliografia

Título

Azulejaria em Portugal no século XVIII

Local

Lisboa

Data

1979

Autor(es)

SIMÕES, J. M. dos Santos

Título

Memória descritiva da Capela de São Lourenço no lugar de São Mamemde

Local

Caldas da Rainha

Data

1985

Autor(es)

MONTEZ, A. J. Vieira

Título

Óbidos, arquitectura e urbanismo - séculos XVI e XVII, (tese de mestrado)

Local

Lisboa

Data

1986

Autor(es)

CÂMARA, Maria Teresa Bettencourt da