Saltar para o conteúdo principal da página
Património Cultural

Ermida de São Julião, com o seu recheio artístico de azulejos, e o cruzeiro que lhe fica anexo - detalhe

Designação

Designação

Ermida de São Julião, com o seu recheio artístico de azulejos, e o cruzeiro que lhe fica anexo

Outras Designações / Pesquisas

Ermida de São Julião (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Ermida

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Mafra / Carvoeira

Endereço / Local

- entre a Ericeira e a Carvoeira
-

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 42 007, DG, I Série, n.º 265, de 6-12-1958 (localizou, erradamente, na Ericeira) (ver Decreto)
Despacho de homologação de 15-02-1958 do Subsecretário de Estado da Educação Nacional
Parecer de 14-02-1958 da 1.ª Subsecção da 6.ª Secção da JNE a propor a classificação como IIP
Proposta de classificação de 15-01-1958 da DGEMN

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Implantada num local relativamente isolado, a ermida de São Julião destaca-se pelos seus volumes compactos, nos quais se abre a galilé lateral. São conhecidas algumas referências a eremitas aqui instalados desde a segunda metade do século XVI, nomeadamente Mateus Álvares, que ficou célebre por pretender fazer-se passar por D. Sebastião (LUCENA, 1987, p. 96). Todavia, o edifício que hoje conhecemos é bastante posterior, e o ano de 1758, inscrito na porta principal deverá datar a sua reedificação. De facto, grande parte dos elementos decorativos que aqui se encontram, particularmente os azulejos, inserem-se já num contexto neoclássico.
A fachada principal, de remate em empena, é revestida por azulejo de padrão próprio da segunda metade do século XVIII, com molduras a enquadrar motivos florais, na zona inferior. O portal apresenta moldura trabalhada, onde se inscreve a data já referida e, ao centro, um emblema formado por uma coroa, atravessada por uma palma e uma espada. Por cima, uma cartela em azulejo, exibe a figuração dos patronos da ermida, São Julião e Santa Basilissa.
Na realidade, a iconografia do interior da ermida reflecte a sua dedicação a São Julião e a Santa Basilissa, cuja história se encontra bem expressa nos painéis de azulejo que, organizados em três registos, revestem as paredes da nave e capela-mor. As molduras polícromas denotam a linguagem neoclássica, com uma ornamentação mais leve e delicada, a que se opõem as figurações, a azul e branco.
A identificação das cenas representadas é facilitada pelas respectivas legendas, que visavam tornar a mensagem mais evidente e de compreensão imediata.
Ainda na nave encontra-se um púlpito de madeira e o coro, assente sobre mísulas de cantaria. Por fim, na capela-mor, salienta-se o retábulo com as imagens de São Julião e Santa Basilissa.
Uma última referência para a sacristia, cujo revestimento azulejar azul e branco deverá ser anterior ao da nave, e representa episódios da Paixão de Cristo.
(Rosário Carvalho)

Imagens

Bibliografia

Título

Monumentos e Edifícios Notáveis do Distrito de Lisboa

Local

Lisboa

Data

1988

Autor(es)

ATAÍDE, M. Maia

Título

Monografia de Mafra

Local

Mafra

Data

1987

Autor(es)

LUCENA, Armando de

Título

Identidades. Património Arquitectónico do Concelho de Mafra

Local

Mafra

Data

2009

Autor(es)

FERNANDES, Paulo Almeida, VILAR, Maria do Carmo