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Pelourinho de São João de Areias - detalhe

Designação

Designação

Pelourinho de São João de Areias

Outras Designações / Pesquisas

Pelourinho de São João de Areias(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Pelourinho

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viseu / Santa Comba Dão / São João de Areias

Endereço / Local

Largo Silva Carvalho (Largo da Igreja Matriz)
São João de Areias

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 23 122, DG, I Série, n.º 231, de 11-10-1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

São João de Areias foi doada por D. Gonçalo Moniz e sua mulher, D. Mumadona, ao Mosteiro de Lorvão. Ainda que por essa altura não passasse certamente de uma localidade pequena e escassamente povoada, era já concelho no século XIII, de acordo com as Inquirições de 1258. Ainda assim, apenas recebeu o seu foral das mãos de D. Manuel, em 1515. A construção do pelourinho, que ainda hoje se pode apreciar num largo central da povoação, onde se supõe ter estado a antiga Casa da Câmara, datará justamente da atribuição deste documento, já que o monumento possui feição nitidamente manuelina.
O pelourinho ergue-se sobre uma plataforma constituída por quatro degraus oitavados, de aresta, sendo o térreo um pouco mais alto que os restantes, onde assenta o conjunto da base, coluna e remate. A base do fuste é sensivelmente cúbica, tendo os vértices superiores chanfrados, de modo a fazer a transição para as molduras oitavadas, intervaladas por escócia, de onde irrompe a coluna. Esta é torsa, constituída por quatro toros lisos espiralados à direita, e rematada por astrágalo, gola, equino e ábaco circular. O capitel é composto por uma plataforma saliente oitavada, de faces côncavas, interceptadas por outra plataforma circular sobreposta. Nela assenta um pináculo cónico, espiralado, de boas dimensões, com o terço superior separado dos inferiores por uma pequena gola que parece estrangular o tronco. O coroamento é feito por um diminuto toro encimado por quatro bolas em cruz rematadas por um botão onde encaixa a grimpa, em ferro, com galo de catavento. O modelo deste pelourinho parece ter sido a antiga picota de Santa Comba Dão, destruída em finais do século XIX, e substituída por uma peça revivalista de parco interesse. SML

Imagens

Bibliografia

Título

Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral

Local

Lisboa

Data

1997

Autor(es)

MALAFAIA, E. B. de Ataíde