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Pelourinho de Mesão Frio - detalhe

Designação

Designação

Pelourinho de Mesão Frio

Outras Designações / Pesquisas

Pelourinho de Mesão Frio(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Pelourinho

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Vila Real / Mesão Frio / Mesão Frio (Santo André)

Endereço / Local

Largo do Pelourinho
Mesão Frio

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 23 122, DG, I Série, n.º 231, de 11-10-1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Localizada numa região que assumiu acrescida importância ao tempo da Reconquista, Mesão Frio possui no seu termo vestígios arqueológicos que demonstram a presença de comunidades humanas durante, pelo menos, a Proto-história, como evidencia o povoado de altura erguido na Idade do Ferro, conhecido por "Castro de Cidadelhe", numa zona particularmente fértil em razão dos cursos de água que a atravessam.
Foi, sem dúvida, a existência dos recursos cinegéticos essenciais à sedentariação de diferentes grupos que contribui para a formação paulatina de Mesão Frio, em zona de particular interesse e disputa histórica mantida durante os períodos romano e suevo, desempenhando papel de não somenos relevância em pleno processo de cristianização.
Quanto a S. Nicolau, como parte de Mesão Frio, ela surge, e do que foi possível apurar até ao momento, apenas em meados do século XI, quando Fernando I (1016-1065), o 'Magno', ou o 'Grande', rei de Castela, de Leão e da Galiza., mandou inventariar todos os sítios pertencentes à Diocese de Lamego (submetida à metrópole bracarense), entretanto libertada do domínio árabe. E seria este um dos lugares a integrar a herança de Henrique de Borgonha (c. 1057-1112), Conde de Portugal, quando, em 1093, contraiu matrimónio com a Infanta D. Teresa (1080-1130), filha de D. Afonso VI (1039-1109), rei de Castela.
Foi, contudo, D. Afonso Henriques (1109-1185) que lhe conferiu foral, em 1152, confirmado ao tempo de D. Afonso II (1185-1223), em 1217, devendo a D. Manuel I (1469-1521) a obtenção de novo documento, decorria o ano de 1513.
Das estruturas erguidas no seu solo ao longo dos tempos, destaca-se o pelourinho, situado no centro da povoação.
Talhado numa das matérias-primas mais abundantes na região - granito -, o pelourinho é formado por plataforma composta de três degraus octogonais, como octogonal é a base sobre a qual assenta directamente o fuste cilíndrico (com dois estrangulamentos bastante acentuados) da coluna, cujo capitel configura anel saliente encimado por bloco cilíndrico suportando tabuleiro quadrangular lavrado no topo, de entre os quais arrancam quatro elementos férreos de imagética zoomórfica.
[AMartins]

Imagens

Bibliografia

Título

Os pelourinhos e os cruzeiros, Arte Portuguesa, As Artes Decorativas (dir. João Barreira), pp. 75-104

Local

Lisboa

Data

-

Autor(es)

CHAVES, Luís

Título

Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral

Local

Lisboa

Data

1997

Autor(es)

MALAFAIA, E. B. de Ataíde

Título

Os Pelourinhos. Elementos para o seu catálogo geral

Local

Lisboa

Data

1938

Autor(es)

CHAVES, Luís

Título

Pelourinhos Portugueses

Local

Inapa

Data

1991

Autor(es)

MAGALHÃES, Fernando Perfeito de

Título

Mesão Frio, Tesouros Artísticos de Portugal

Local

Lisboa

Data

1976

Autor(es)

ALMEIDA, José António Ferreira de

Título

Notas históricas sobre o concelho de Mesão Frio, Douro - Estudos & Documentos

Local

Porto

Data

1996

Autor(es)

OLIVEIRA, Bernardino Vieira de