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Castro Máximo, ou Monte de Castro - detalhe

Designação

Designação

Castro Máximo, ou Monte de Castro

Outras Designações / Pesquisas

Monte do Castro / Castro Máximo / Monte de Castro (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arqueologia / Castro

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Braga / Braga / Braga (São Vicente)

Endereço / Local

- extremo noroeste da Avenida Artur Soares
Braga

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 29/84, DR, I Série, n.º 145, de 25-06-1984 (ver Decreto)

ZEP

Portaria n.º 281/85, DR, I Série, n.º 108, de 11-05-1985 (sem restrições) (ver Portaria)

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A segunda metade do século XIX assistiu, entre nós, a uma autêntica explosão de interesse pelas, então, denominadas antiguidades nacionaes, seguindo os trilhos desbravados além-fronteiras por insignes precursores dos estudos arqueológicos, antropológicos, etnográficos e etnológicos.
Com efeito, o conhecimento destas práticas, fosse indirectamente, através da bibliografia que chegava até ao país, fosse pela visão de algumas personalidades ou, ainda, pelo contacto directo mantido nestas esferas por parte de certas individualidades, investiu Portugal de estabelecimentos científicos que, apesar das polémicas nas quais foram pontualmente envolvidas, exerceram uma actividade fundamental para o desenvolvimento ulterior destas jovens disciplinas. Disso são bons exemplos, embora com graus de relevância assaz diferenciados, a Commissão dos Estudos Geológicos, a Real Associação dos Architectos Civis e Archeologos Portuguezes, a Sociedade de Geographia de Lisboa e, por fim, o Muzeu Ethnographico Portuguez. Eram, contudo, organismos lisboetas e de carácter fortemente centralizador. Não obstaram, porém, à formação de outros espaços culturais em importantes cidades portugueses, antes incentivando-as. Foi o que sucedeu em Guimarães, com a Sociedade Martins Sarmentos, da iniciativa do escritor, historiador e arqueólogo vimarenense Francisco Martins de Gouveia Morais Sarmento (1833-1899), a quem se devem algumas das descobertas mais notáveis da Arqueologia praticada ao tempo entre nós (veja-se o caso da Citânia de Briteiros), e com quem privaram individualidades que haveriam de prosseguir o seu caminho.
Foi o que sucedeu com Albano Belino (1863-1906), infatigável indagador do passado minhoto, em geral, e bracarense, em particular, enquanto se correspondia com personalidades marcantes dos estudos arqueológicos portugueses de finais de oitocentos, dos quais se destacava, sem dúvida, o nome de José Leite de Vasconcellos (1858-1941), mentor e primeiro director do actual Museu Nacional de Arqueologia, entre 1893 e 1929.
E embora se interessasse por todo o tipo de vestígios que evidenciasse o arcaísmo dos territórios que prospectava, a verdade é que manteve desde cedo uma proximidade com o passado romano da cidade de Braga, certamente pela importância que sempre a abarcara no xadrez político nacional ao longo dos tempos, assim como a necessidade de reafirmar o poder da qual se encontrava investido o seu Paço Episcopal.
Não obstante, deve-se a A. Bellino o reconhecimento de várias estações arqueológicas datáveis da Idade do Ferro, nomeadamente castros - ou citânias -, temática bastante grata aos investigadores da época, quer por se enquadrar na linha geral de investigação conduzida noutros países sobre a expansão celta, quer por se revelar um meio de acentuar as particularidades da região nortenha ancoradas nesses tempos e nesses lugares.
Não surpreende, por conseguinte, que os castros povoassem desde então, tanto o imaginário colectivo da região, quanto o interesse intelectual de sucessivos investigadores, acabando por identificar exemplares desta tipologia arqueológica. Foi o caso, entre outros, do "Castro Máximo ou Monte do Castro", implantado num dos pontos mais elevados da periferia da área urbana da actual cidade de Braga, fruindo, por conseguinte, de um excelente domínio sobre a paisagem envolvente.
Embora a actividade exercida nas pedreiras localizadas nas suas imediações tenha alterado consideravelmente a configuração primitiva do castro, existem registos das escavações realizadas no seu perímetro durante a década de trinta do século XX que apontam para a existência de um sistema defensivo originalmente composto de duas linhas de muralha e de fossos. Além destas evidências, terão sido então identificados vestígios estruturais de habitações de planta predominantemente circular, na área interna delimitada pelo muralhado.
[AMartins]

Imagens

Bibliografia

Título

Subsídios para o estudo da Arqueologia Bracarense, Anais da Faculdade de Ciências do Porto

Local

Porto

Data

1936

Autor(es)

TEIXEIRA, C. A.

Título

Actividade arqueológica 1976-1980

Local

Braga

Data

-

Autor(es)

TEIXEIRA, C. A.

Título

O Castro Maximum (Monte Castro) Braga. Arqueologia e História, Actas do Seminário de Arqueologia do Noroeste Peninsular

Local

Guimarães

Data

1980

Autor(es)

OLIVEIRA, E. P., CORREIA, S., CASTRO, J. S.