Saltar para o conteúdo principal da página

Edifício do Governo Civil de Castelo Branco (antigo Palácio dos Viscondes de Portalegre) - detalhe

Designação

Designação

Edifício do Governo Civil de Castelo Branco (antigo Palácio dos Viscondes de Portalegre)

Outras Designações / Pesquisas

Palácio dos Viscondes de Portalegre / Edifício do Governo Civil de Castelo Branco (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Edifício

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Castelo Branco / Castelo Branco / Castelo Branco

Endereço / Local

Praça do Município
Castelo Branco

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 95/78, DR, I Série, n.º 210, de 12-09-1978 (ver Decreto)

ZEP

Despacho de concordância de 19-09-2019 da diretora-geral da DGPC e a determinar o envio do processo à DRC para reanálise da proposta de ZEP
Parecer de 19-07-2019 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a concordar com a delimitação mas a considerar as restrições/articulados vagos e algo permissivos, propondo a a revisão da proposta de ZEP no sentido de maior rigor e objetividade no sentido de facilitar o processo de decisão baseado em critérios claros e objetivos que contrariem a decisão casuística
Proposta de 19-07-2018 da DRC do Centro
Em 13-06-2018 a CM de Castelo Branco informou que o Órgão Executivo da CM, em reunião de 1-06-2018, deliberou por unanimidade aprovar a proposta de ZEP
No seguimento de nova reunião com a CM de Castelo Branco, em 20-04-2018 a DRC do Centro enviou nova proposta à autarquia
Proposta de alteração de 14-11-2017 da CM de Castelo Branco
Em 2-08-2017 a DRC do Centro enviou nova proposta à CM de Castelo Branco
Em 8-03-2017 a CM de Castelo Branco informou não concordar com a obrigatoriedade de acompanhamentop arqueológico para qualquer tipo de obra de revoilvimento do solo
No seguimento de reunião com a CM de Castelo Branco, em 2-12-2016 a DRC do Centro enviou nova proposta à autarquia
Em 10-03-2016 a CM de Castelo Branco informou não se justificar o estabelecimento da referida ZEP
Em 18-12-2015 a DRC do Centro enviou nova proposta à CM de Castelo Branco
Em 8-05-2013 a CM de Castelo Branco informou que o Órgão Executivo da CM, em reunião de 3-05-2013, deliberou por unanimidade aprovar a proposta de ZEP
Em 18-04-2013 a DRC do Centro enviou proposta de ZEP à CM de Castelo Branco para emissão de parecer

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

No decorrer dos séculos XVII e XVIII a cidade de Castelo Branco conheceu um importante impulso na construção, ou reconstrução, de edifícios civis e religiosos fora das muralhas. Como "grande parte das obras deste período são fruto de reformas radicais de edifícios anteriores" a arquitectura caracteriza-se por uma certa oscilação entre o maneirismo e o barroco "(...) que vacila entre o conservadorismo e a inovação; entre o modelo sóbrio, arcaico e tradicional, e o modelo elaborado, que consubstancia novas arquitecturas e novos estilos" (LEITE, 1991, p. 40).
O Palácio dos Viscondes de Portalegre, como é conhecido na cidade, foi construído em 1743, encontrando-se então na posse da família Fonseca Coutinho. O seu desenho denota exactamente a utilização de tipologias diferenciadas - maneiristas e barrocas -, integrando-se estruturalmente na denominada arquitectura apalaçada da Beira "(...) proporções e massas horizontalizadas imponentes; a fachada principal, voltada para a rua, é a mais cuidada, marcada pelo eixo central - porta / janela - e pelo simetrismo da sua composição, em detrimento das laterais ou posteriores. Dos elementos decorativos disponíveis, além dos brasões, poucos mais são usados na valorização da habitação: enrolamentos, cartelas, concheados ou grades e varandas de ferro que contrastam com a compacticidade e dureza do granito" (LEITE, 1991, p. 45).
Construído, como já referimos, em 1743, a planta do Palácio deveria, originalmente, apresentar apenas um corpo central, a que foram posteriormente acrescentados dois corpos laterais desiguais, que lhe conferiram a estrutura em U que hoje conhecemos (semelhante ao edifício onde se encontra a Câmara Municipal). Na fachada regular de dois andares destaca-se, ao centro, o portal de lintel recto onde se observa a data de 1743, rematado por frontão triangular interrompido. Sobrepõe-se-lhe uma janela de sacada de dimensões um pouco superiores às restantes que compõem o alçado principal. A rigorosa simetria que se observa na disposição dos vãos repete-se em todos os alçados. No interior, destaca-se no átrio, a escadaria de acesso ao primeiro andar, o salão nobre com pé-direito duplo, e a sala de música.
Em 1888 o Estado adquiriu o imóvel, para três anos depois instalar aí o Governo Civil. Já no decorrer da primeira metade do século XX, o edifício acolheu inúmeras dependências de serviços públicos. Em 2001 o piso superior foi afecto ao IPPAR, funcionando aí a Direcção Regional de Castelo Branco, e o Governo Civil no piso térreo.
(Rosário Carvalho)

Imagens

Bibliografia

Título

Castelo Branco

Local

Lisboa

Data

1991

Autor(es)

LEITE, Ana Cristina

Título

Castelo Branco na História e na Arte

Local

-

Data

1958

Autor(es)

-

Título

Memorial Chronológico e Descriptivo da Cidade de Castelo Branco

Local

Lisboa

Data

1853

Autor(es)

SILVA, J. A. Porfírio

Título

Elementos para um inventário artístico do Distrito de Castelo Branco

Local

Castelo Branco

Data

1976

Autor(es)

SALVADO, António

Título

Tesouros Artísticos de Portugal

Local

Lisboa

Data

1976

Autor(es)

ALMEIDA, José António Ferreira de

Título

Monumentos de Castelo Branco - Capelas e Cruzeiros, Beira Baixa

Local

Castelo Branco

Data

1953

Autor(es)

SANTOS, Manuel Tavares dos

Título

Castelo Branco e a sua Região

Local

Coimbra

Data

1980

Autor(es)

NUNES, António Pires