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Pelourinho de Sarzedas - detalhe

Designação

Designação

Pelourinho de Sarzedas

Outras Designações / Pesquisas

Pelourinho de Sarzedas (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Pelourinho

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Castelo Branco / Castelo Branco / Sarzedas

Endereço / Local

Largo da Praça
Sarzedas

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 23 122, DG, I Série, n.º 231, de 11-10-1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A vila de Sarzedas recebeu a sua primeira carta de foral em 1212, concedida por D. Gil Sanches, filho do monarca D. Sancho I, que dividia o senhorio do local com Paio Pais, seu arcediago. Nesta data poderá ter sido edificado um castelo na povoação. Alguns autores apontam 1300 como a data de concessão do foral, durante o reinado de D. Dinis, sendo também esta a data de uma hipotética reedificação do castelo (ALMEIDA, 1948).
Em 1 de Agosto de 1512 o monarca D. Manuel I concedeu nova carta de foral a Sarzedas, no âmbito da reforma dos forais que o Venturoso levou a cabo nessa época, sendo já senhores da vila os Silveiras. Terá sido nesta altura que o pelourinho foi edificado.
No ano de 1630 D. Filipe III criou o condado de Sarzedas a favor de D. Rodrigo Lobo da Silveira, 5.º senhor de Sarzedas, conselheiro de Estado e vice-rei da Índia. No final do reinado de D. João V, em 1747, o senhorio de Sarzedas voltou para a jurisdição da Coroa. Em 1848 a vila perdia definitivamente o estatuto concelhio. No final do século XIX o pelourinho foi destruído, conservando-se do conjunto original apenas três elementos: parte do fuste, o capitel e o remate.
Sem plataforma, a estrutura do pelourinho assenta directamente nos dois degraus quadrados, estando o primeiro ligeiramente enterrado num dos lados. A coluna, que assenta numa base quadrada, possui um fuste octogonal, com as faces decoradas por motivos boleados. O capitel é quadrangular, decorado por meias esferas e frisos a toda a volta. O conjunto é rematado por uma peça cúbica cujas faces apresentam motivos heráldicos esculpidos, actualmente pouco visíveis. Entre o remate e o capitel foram colocados quatro ferros de sujeição. O conjunto é coroado por uma grimpa.
A reconstrução do pelourinho foi efectuada em 1963 segundo um estudo de Acácio de Oliveira e de F. Alexandrino de Miranda, integrando os elementos que subsistiam da edificação original (SOUSA, 2000).
Catarina Oliveira

Imagens

Bibliografia

Título

Guia de Portugal, Beira II - Beira Baixa e Beira Alta

Local

Lisboa

Data

1984

Autor(es)

DIONÍSIO, Sant'Ana

Título

Pelourinhos do Distrito de Castelo Branco

Local

Viseu

Data

2000

Autor(es)

-

Título

Roteiro dos Monumentos Militares Portugueses

Local

Lisboa

Data

1948

Autor(es)

ALMEIDA, João de

Título

Pelourinhos das Beiras

Local

Lisboa

Data

1936

Autor(es)

CARDOSO, Nuno Catarino

Título

Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral

Local

Lisboa

Data

1997

Autor(es)

MALAFAIA, E. B. de Ataíde

Título

Pelourinhos e Forcas do Distrito de Castelo Branco

Local

Castelo Branco

Data

1935

Autor(es)

DIAS, Jaime Lopes

Título

Documentos e Notas para a Monografia de Sarzedas

Local

Castelo Branco

Data

1966

Autor(es)

MIRANDA, Francisco A. Duarte