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Igreja da Misericórdia da Pederneira, incluindo os azulejos do século XVII e as pinturas existentes - detalhe

Designação

Designação

Igreja da Misericórdia da Pederneira, incluindo os azulejos do século XVII e as pinturas existentes

Outras Designações / Pesquisas

Igreja da Santa Casa da Misericórdia da Pederneira(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Leiria / Nazaré / Nazaré

Endereço / Local

Largo da Misericórdia, Bairro da Pederneira
Nazaré

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 95/78, DR, I Série, n.º 210, de 12-09-1978 (ver Decreto)
Edital de 9-09-1977 da CM da Nazaré
Despacho de homologação de 8-06-1976
Parecer de 4-06-1974 da 4.ª Subsecção da 2.ª Secção da JNE a propor a classificação como IIP
Proposta de classificação de 4-03-1976 da DGPC
Proposta de classificação de 11-02-1976 do MEADJM

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Não se conhece a data exacta da fundação da Misericórdia da Pederneira, apenas sendo possível atestar a sua existência em 1561, pois um alvará de D. Catarina, de 20 de Março desse ano, permitia a anexação do hospital local (PAIVA, vol. IV, 2002, p. 297). Ao que tudo indica, a irmandade não dispunha, então, de casa própria, instalando-se nas do hospital. Todavia, uma outra igreja deverá ter antecedido o templo que hoje conhecemos e cuja edificação remonta ao final do século XVII. Daquela quase nada se pode apurar, crendo-se que deverá ter sido construída em data próxima de 1561. Também se desconhece o que terá motivado a construção de um novo templo um século mais tarde, numa época que tem vindo a ser considerada como aquela em que se manifestam os primeiros sintomas do período de grandes dificuldades que estas irmandades atravessaram no decorrer do século XVIII.
A fachada, delimitada por pilastras nos cunhais, coroadas por urnas, é rematada por entablamento e frontão contracurvado aberto no tímpano por óculo de dimensão reduzida. O eixo central é marcado pelo portal de verga recta, encimada por um nicho envolto por aletas que é o elemento de maior decorativismo do conjunto. Ladeiam a porta a marcação de duas molduras rectas encimadas por frontões triangulares, a que correspondem, já a flanquear o nicho, janelas de linhas rectas.
No interior, de nave única e com capela-mor inscrita, ganha especial importância a tribuna dos mesários, do lado da Epístola, com colunas jónicas a suportar o entablamento de mármore. À entrada, uma lápide referente às obrigações dos mesários, exibe a data de 1716, podendo ser uma indicação da data de conclusão dos trabalhos da nova igreja.
Entre as telas seiscentistas e setecentistas destaca-se a representação do Milagre das Rosas e, sobre a porta de entrada, um painel de azulejo polícromo característico da produção do século XVII, exibe a imagem de Nossa Senhora da Misericórdia. Uma referência final para o retábulo-mor, de talha dourada barroca e para o Museu de ex-votos e oferendas.
(Rosário Carvalho)

Imagens

Bibliografia

Título

Portugaliae Monumenta Misericordiarum, vol. 4 - Crescimento e Consolidação: de D. João III a 1580

Local

Lisboa

Data

2002

Autor(es)

PAIVA, José Pedro (Coord.)