Saltar para o conteúdo principal da página

Casa do Outeiro - detalhe

Designação

Designação

Casa do Outeiro

Outras Designações / Pesquisas

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Casa

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Braga / Celorico de Basto / Veade, Gagos e Molares

Endereço / Local

- -
Outeiro

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 129/77, DR, I Série, n.º 226, de 29-09-1977 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

As mais antigas referências que se conhecem sobre a Casa do Outeiro remontam ao século XVII, quando era seu proprietário Francisco Gonçalves. A história desta casa encontra-se intimamente ligada à da vizinha Casa da Boavista, não apenas pela proximidade arquitectónica que se verifica entre ambos os imóveis, mas também pelas ligações que, desde sempre, se estabeleceram entre os membros das duas famílias (STOOP, 2000, p. 213).
Não sabemos qual a configuração da casa ao tempo de Francisco Gonçalves, pois as informações disponíveis são muito incompletas. É possível, no entanto, que não fosse muito diferente do imóvel que hoje conhecemos, marcado pelo corpo rectangular de dois pisos e pela torre ameada, numa das extremidades. Na verdade, um incêndio ocorrido em 1860 danificou profundamente todo o edifício, obrigando à sua reconstrução nos anos finais desta centúria, por iniciativa de Inácio Xavier Teixeira de Barros, moço-fidalgo da casa Real, que optou por seguir o modelo anterior (IDEM).
Em todo o caso, os elementos que observamos na Casa do Outeiro revelam uma confluência de linguagens arquitectónicas que testemunham, por um lado, a emergência do neoclássico, principalmente ao nível dos interiores, e por outro, a manutenção de uma tradição arquitectónica com raízes nas centúrias de Seiscentos e Setecentos. O corpo longo e horizontal, rasgado por uma série de vãos simétricos e de desenho rectilíneo aponta para a depuração do século XVII (apesar da "modernidade" do número das janelas) e para a tendência nacional deste género de composição, onde os ritmos convergem, ao centro, para a entrada principal, encimada por pedra de armas. Neste caso, o portal abre-se não ao nível do andar nobre, mas no piso térreo, onde não encontramos as habituais dependências agrícolas, relegadas para um outro local externo ao edifício de habitação. A pedra de armas (escudo esquartelado dos Teixeiras, Macedos, Barros e Carvalhos), mantém-se no eixo da porta principal, fazendo elevar a linha da cornija, que desenha um frontão contracurvado. Todavia, surgem duas chaminés ao nível da fachada, que recordam os pináculos setecentistas, mas são bem uma marca do século XIX.
A torre, de origem medieval, e muito utilizada no período barroco, retoma aqui o seu lugar, obviamente sem o carácter defensivo de outros tempos, mas não prescindindo das ameias decorativas que a rematam. A capela, presença habitual na arquitectura civil solarenga, não encontrou lugar nestes anos avançados de Oitocentos.
No interior ganha especial interesse o átrio monumental, de distribuição do espaço interno, com a sua imponente escadaria de granito, pautando-se os salões por uma decoração neoclássica.
Uma referência final para os jardins, onde se encontra a habitual topiaria característica dos jardins de Basto, e para o adro fronteiro à fachada principal, delimitado por balaustrada de pedra, interrompida pela escadaria de acesso ao patamar inferior.
(Rosário Carvalho)

Imagens

Bibliografia

Título

Solares Portugueses

Local

Lisboa

Data

1988

Autor(es)

AZEVEDO, Carlos de

Título

Palácios e casas senhoriais do Minho

Local

-

Data

-

Autor(es)

-