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Lagar das Freixedas - detalhe

Designação

Designação

Lagar das Freixedas

Outras Designações / Pesquisas

Lagar das Freixedas(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arqueologia / Lagar

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Guarda / Pinhel / Freixedas

Endereço / Local

-- -
Sítio do Barroco

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 229/2012, DR, 2.ª série, n.º 108, de 4-06-2012 (ver Portaria)
Despacho de homologação de 30-08-1991 do Secretário de Estado da Cultura
Parecer de 29-07-1991 do Conselho Consultivo do IPPC a propor a classificação como IIP
Despacho de abertura de 21-12-1990 do Vice-Presidente do IPPC
Proposta de abertura de 30-11-1990 do IPPC
Proposta de classificação de 13-11-1990 dos Serviços Regionais de Arqueologia da Zona Centro

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Foi num patamar de um afloramento rochoso granítico de acentuada inclinação que se talharam dois tanques (um rectangular e outro quadrangular) com paredes quase verticais e comunicantes entre si através de um orifício circular, constituindo o arqueossítio designado por "Lagar de Freixedas", situado nas proximidades da localidade que lhe deu nome.
Ostentando dimensões consideráveis, quando comparadas a outros exemplares arrolados na mesma região, o tanque maior medirá quase dois metros por cento e cinquenta e quarenta e três de altura, enquanto o segundo apresenta pouco mais de um metro por um metro e cinquenta e dois de altura.
Ao que tudo indica, estamos em presença de vestígios de um lagar construído durante a presença romana nesta zona do actual território português, integrando certamente a pars fructaria da pars rustica de uma qualquer uilla, onde permaneciam todas as estruturas relacionadas com as actividades agrícolas, com evidente destaque para os celeiros e lagares, como no presente caso, onde se armazenavam e se transformavam os produtos obtidos nas respectivas propriedades.
Com efeito, a existência destes componentes no terreno revelará como a produção vinícola constituía parte essencial da economia desta região durante parte expressiva do Império romano, cujas autoridades administrativas cedo se aperceberam das potencialidades beirãs para este tipo de actividade. Para isso apontará, precisamente, a presença dos dois tanques, o maior dos quais eventualmente correspondente ao antigo calcatorium, destinado a pisotear a uva, enquanto o de menores dimensões - lacus - receberia, justamente, o mosto assim obtido por intermédio da abertura anteriormente mencionada (vide supra).
Mas apesar de podermos estar perante documentos indirectos de uma eventual actividade vinhateira ao longo dos primeiros séculos da nossa Era, é possível que estes vestígios se reportassem à produção de azeite, uma dúvida dissolvida quando se encontram grainhas de uvas. E apesar de, noutras estações arqueológicas, "Os achados de pesos de lagar são relativamente frequentes, mas não têm sido acompanhados de escavações capazes de nos elucidarem sobre a estrutura destes edifícios industriais e a natureza do produto - vinho ou azeite - fabricado." (JORGE, J. de, 1990, p. 426).
[AMartins]

Imagens

Bibliografia

Título

Guia de Portugal, Beira II - Beira Baixa e Beira Alta

Local

Lisboa

Data

1984

Autor(es)

DIONÍSIO, Sant'Ana

Título

A produção e a circulação dos produtos, Nova História de Portugal

Local

Lisboa

Data

1990

Autor(es)

ALARCÃO, Jorge Manuel N. L.