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Pelourinho de Valezim - detalhe

Designação

Designação

Pelourinho de Valezim

Outras Designações / Pesquisas

Pelourinho de Valezim(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Pelourinho

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Guarda / Seia / Valezim

Endereço / Local

Largo do Pelourinho
Valezim

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 23 122, DG, I Série, n.º 231, de 11-10-1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A povoação de Valezim terá pertencido ao couto de São Romão, criado por carta de 1138. No início do século XIII, era seu donatário o prior do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, que deu carta de povoamento aos seus moradores em 1201. Pertenceu à coroa e às casas de vários infantes, nomeadamente ao infante D. Henrique. Teve carta de foral dada por D. Manuel, em 1514, sendo no mesmo reinado entregue aos Condes de Portalegre. Passou mais tarde para a posse dos duques de Aveiro, de cuja casa retornou para o património régio. O concelho foi extinto em 1836, e integrado em Seia, do qual é actual freguesia. Conserva ainda o seu antigo pelourinho.
O pelourinho levanta-se num pequeno largo da povoação, sobre soco de três degraus quadrangulares de aresta, bastante desgastados. O degrau superior serve de base à coluna, que encaixa num orifício quadrado. Possui fuste quadrado, mas de arestas ligeiramente chanfradas, de forma a tomar a secção oitavada. Junto do topo existe um aro de ferro, certamente deslocado da sua posição original. O capitel é talhado numa pedra distinta do fuste, embora igualmente em granito. É cilíndrico e liso, encimado por cornija saliente, que compõe um tabuleiro quadrado no qual assenta o remate. Este consta de um tronco de pirâmide truncado, de talhe muito grosseiro, com uma representação inexacta do escudo de armas nacionais.
O monumento é aparentemente bastante arcaico, sendo pouco provável que date do período subsequente ao foral manuelino. Apesar deste, e dos senhorios que se lhe seguiram, a antiga picota foi aparentemente conservada, talvez por ser datada do senhorio do infante D. Henrique, de grata memória. A representação errónea do escudo nacional (com besantes dispostos em aspa, em vez de escudetes em cruz) estará relacionada com o cariz tosco e muito popular do conjunto.
Sílvia Leite

Imagens

Bibliografia

Título

Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral

Local

Lisboa

Data

1997

Autor(es)

MALAFAIA, E. B. de Ataíde