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Casa da Quinta da Calçada - detalhe

Designação

Designação

Casa da Quinta da Calçada

Outras Designações / Pesquisas

Casa da Quinta da Calçada(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Solar

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viana do Castelo / Melgaço / Vila e Roussas

Endereço / Local

-- à entrada de Melgaço
-

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 1/86, DR, I Série, n.º 2, de 3-01-1986 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Edificada entre o final do século XVII e inícios do seguinte, a Casa da Quinta da Calçada, que foi propriedade da família Magalhães, é um bom exemplo de solar nortenho, ainda que pautado por uma grande depuração arquitectónica e decorativa.
A sua planta desenvolve-se em U, embora um outro corpo, eventualmente mais tardio, forme um L. A planta não apresenta novidades, e os corpos laterais são pouco pronunciados, correspondendo às escadarias que se lhe encontram adossadas. O alçado principal, com planos diferenciados, exibe uma composição de grande equilíbrio e simetria. Os corpos mais avançados, são abertos por uma porta de verga recta, no piso térreo, em cujo eixo se exibe um brasão de armas, flanqueado por janelas de linhas rectas, já no andar nobre. O corpo que os une, num plano mais recuado, é ladeado por escadas rectas, e à porta de arco de volta perfeita do piso térreo corresponde, superiormente, uma varanda alpendrada, com colunas dóricas.
Apesar da depuração, esta é a fachada mais significativa, na qual termina o amplo caminho de acesso, iniciado no portão de entrada.
A documentação subsistente não nos permite afirmar com segurança a época em que o edifício foi construído, mas apenas conhecer o nome do seu impulsionador - Jerónimo Gomes de Magalhães e Abreu, casado com D. Sabina Gomes de Abreu e, de acordo com uma escritura de 21 de Agosto de 1771 intitulado "cavaleiro fidalgo de Sua Magestade, Sargento Mor das Ordenanças e Procurador dos Estados da Sereníssima Casa de Bragança" (ESTEVES, 1957, I, I, p. 90). As pedras de armas da fachada, pertencentes às famílias do casal, corroboram esta indicação, sendo por isso mais provável fazer avançar a edificação do solar até aos inícios do século XVIII.
A mesma família manteve-se na posse da Quinta e da Casa e, em 1813, sabemos que era seu proprietário Jerónimo José de Magalhães, e em 1843 Jerónimo Luís de Magalhães. É possível que tenha sido alvo de remodelações no decorrer da centúria de Oitocentos, embora seja difícil determinar o alcance das mesmas. Voltou a ser objecto de intervenção nas últimas décadas do século XX, quando o imóvel foi adaptado a Turismo de Habitação, mas conservando-se a estrutura original.
(Rosário Carvalho)

Bibliografia

Título

Solares Portugueses

Local

Lisboa

Data

1988

Autor(es)

AZEVEDO, Carlos de

Título

Melgaço e as invasões francesas

Local

Melgaço

Data

1950

Autor(es)

ESTEVES, Augusto César

Título

Melgaço. Sentinela do Alto Minho

Local

Melgaço

Data

1957

Autor(es)

ESTEVES, Augusto César