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Ruínas da Capela da Senhora da Hera - detalhe

Designação

Designação

Ruínas da Capela da Senhora da Hera

Outras Designações / Pesquisas

Capela da Senhora da Idera / Capela da Senhora da Hera / Capela da Senhora da Hedra / Capela da Senhora da Edra (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Capela

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Bragança / Bragança / Espinhosela

Endereço / Local

- -
Cova da Lua

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 45/93, DR, I Série-B, n.º 280, de 30-11-1993 (alterou a designação para Ruínas da Capela da Senhora da Hera) (ver Decreto)
Decreto n.º 1/86, DR, I Série, n.º 2, de 3-01-1986 (classificou a Capela da Senhora da Idera (ruínas)) (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

As ruínas da capela de Nossa Senhora da Hera, de Cova de Lua, são o testemunho da antiga igreja paroquial, de época românica. Actualmente, apenas restam vestígios da estrutura arquitectónica, nomeadamente, panos murários de altura reduzida, que contrastam vivamente com o que resta do vão do antigo portal principal que é o elemento de maiores dimensões do conjunto. Tratava-se de uma igreja de planta longitudinal, com nave única e capela-mor, mais baixa e estreita, a que se anexava um outro volume rectangular, correspondente à sacristia. As paredes foram construídas em alvenaria de xisto. O portal, tardo-românico, desenvolvia-se em arco de volta perfeita assente sobre pilastras e colunas de capitéis vegetalistas, a que se reunia ainda um conjunto de difícil interpretação, formado por uma figura humana e outras duas de animais.
Antes da edificação medieval existiu aqui um outro templo de origem romana, que foi alvo de uma investigação arqueológica em 1997, dirigida por Armando Redentor, e cujas conclusões seguimos (REDENTOR, 2002).
Na verdade, há várias referências a lápides com epigrafia romana que se encontravam integradas na construção e foram descobertas no século XVIII, aquando de uma demolição (BORGES 1721-1724, fl. 71). Apesar de já ser conhecida desde o século XVIII (SANTA MARIA, 1716; BORGES, 1724), em 1905 surgiu uma outra lápide, dedicada ao deus Bandue por Cornelius Oculatus, cuja interpretação tem suscitado acesa discussão. Era uma ara que hoje se encontra desaparecida mas que na época foi transcrita por Manuel Camelo de Morais.
Na verdade, os autores dividem-se entre os que defendem que Bandua era uma divindade das comunidades pré-romanas (BLÁZQUEZ MARTÍNEZ, 1962, p. 52; ENCARNAÇÃO, 1975, p. 141-142) e os que optam por conferir à palavra o sentido de divindade, deus, ou lar (SILVA, 1986, p. 295-297; UNTERMANN, 1985.; e HOZ, 1986, p. 36-41). Mais recentemente, B. García Fernández-Albalat liga esta divindade às comunidades guerreiras lusitano-galaicas, prolongando-se o seu culto no seio dos exércitos romanos, pois podia ser equivalente a Marte. Esta é a dedicatória ao deus Bandua mais oriental que se encontrou, a norte do Douro (REDENTOR, 2002, p. 229).
(RC)

Imagens

Bibliografia

Título

Divindades indígenas sob domínio romano em Portugal

Local

-

Data

1975

Autor(es)

ENCARNAÇÃO, José d'

Título

Religiones primitivas de Hispania, I. Fuentes literarias y epigráficas

Local

-

Data

1962

Autor(es)

BLÁZQUEZ MARTÍNEZ, José Maria

Título

A Cultura Castreja no Noroeste de Portugal

Local

Paços de Ferreira

Data

1986

Autor(es)

SILVA, Armando Coelho Ferreira da

Título

Santuário Mariano

Local

Lisboa

Data

1933

Autor(es)

SANTA MARIA, Frei Agostinho de

Título

Epigrafia Romana da Região de Bragança

Local

Lisboa

Data

2002

Autor(es)

REDENTOR, Armando José

Título

Descripção Topographica da Cidade de Bragança

Local

-

Data

-

Autor(es)

BORGES, J. C.

Título

Los teonimos de la región lusitano-gallega como fuente de las lenguas indígenas, Actas del III Coloquio sobre Lenguas y Culturas Paleohispánicas, pp. 343-363

Local

Salamanca

Data

1980

Autor(es)

UNTERMANN, J.

Título

Guerra y religión en la Gallaecia y la Lusitania antiguas

Local

A Coruña

Data

1990

Autor(es)

FERNÁNDEZ-ALBALAT, B. García