Saltar para o conteúdo principal da página

Ermida do Espírito Santo - detalhe

Designação

Designação

Ermida do Espírito Santo

Outras Designações / Pesquisas

Ermida do Espírito Santo(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Ermida

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Leiria / Caldas da Rainha / Caldas da Rainha - Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório

Endereço / Local

Largo de João de Deus
Caldas da Rainha

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 29/84, DR, I Série, n.º 145, de 25-06-1984 (ver Decreto)
Edital N.º 5/82 de 25-03-1982 da CM das Caldas da Rainha
Despacho de concordância de 15-06-1981 do Secretário de Estado da Cultura
Parecer de 9-06-1981 da Comissão "ad hoc" do IPPC a propor a classificação como IIP
Em 7-04-1981 o Museu de José Malhoa enviou nova documentação
Em 16-05-1979 a CM das Caldas da Rainha enviou documentação para instrução de processo de classificação
Em 27-10-1975 foi solicitado à CM das Caldas da Rainha o envio de documentação para instrução de processo de classificação

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Não é conhecida a data da fundação desta ermida, nem da confraria a que se encontrava associada, muito embora, tradicionalmente, se faça remontar a sua edificação ao início do século XVI. Assim o indica o cónego secular de São João Evangelista, Jorge de São Paulo, ao relatar as antiguidades das caldas da Rainha..., aludindo a um boticário, de nome Pero Taborda, como fundador da ermida, para sua sepultura (PAULO, 1959, p. 9).
O retábulo quinhentista, encomendado a Diogo Teixeira, e executado em parceria com o seu discípulo Belchior de Matos, cerca de 1595, é uma das memórias desta primitiva igreja, conservada pela intervenção setecentista. Na verdade, em 1719, a ermida foi cedida à Ordem Terceira de São Francisco, passando a ser dirigida pelos frades franciscanos arrábidos do convento de São Miguel das Gaeiras (HORTA, 1993, p. 162), iniciando-se, então, a remodelação do templo, onde são bem visíveis os emblemas da ordem. Por outro lado, a presença regular de D. João V, e toda a corte que o acompanhava, nas Caldas da Rainha, entre 1742 e 1748, motivou a intervenção num conjunto de imóveis civis e religiosos, podendo a ermida do Espírito Santo integrar-se, ainda, nesta dinâmica. Em todo o caso, a depuração arquitectónica do edifício inscreve-se numa tradição chã, seiscentista, reveladora da austeridade da Ordem. A fachada é flanqueada por pilastras nos cunhais, e coroada por um frontão triangular aberto por óculo. A decoração concentra-se no portal, de verga recta, encimado por frontão semicircular, com o brasão da Ordem Terceira no tímpano.
No interior, de nave única com coro alto, a reforma barroca trouxe dois altares colaterais, de talha dourada e policromada, datáveis de meados do século XVIII, e a remodelação do altar-mor, do qual se conservou a estrutura, e as tábuas quinhentistas, e ao qual se acrescentou a tribuna com a imagem de Nossa Senhora da Conceição, pintando-se a talha.
Os estudos sobre o retábulo primitivo têm revelado tratar-se de uma encomenda à oficina de Diogo Teixeira, parcialmente entregue a Belchior de Matos, que terá sido responsável pelas tábuas da fiada superior, onde são visíveis os problemas de desenho e a filiação nos modelos trado-maneiristas do seu mestre (SERRÃO, 1993, p. 91; IDEM, pp. 32-34). Por outro lado, é possível que a instalação de Belchior de Matos nas Caldas se deva a este trabalho, uma vez que em 1595 já se ocupava de outras obras na vila (IDEM).
Para além destas intervenções, há a registar, ainda, uma campanha de pintura mural, também na capela-mor, que envolve o arco triunfal, de volta perfeita, e onde se destacam os emblemas da Ordem Terceira, no tímpano do frontão triangular sobre o arco triunfal.
(Rosário Carvalho)

Imagens

Bibliografia

Título

Belchior de Matos, 1595-1628. Pintor das Caldas da Rainha

Local

Caldas da Rainha

Data

1981

Autor(es)

-

Título

Memórias das Caldas da Rainha 1484-1884

Local

Lisboa

Data

1932

Autor(es)

CARVALHO, Augusto da Silva

Título

As artes nas Caldas da Rainha no século XVIII, Terra de Águas - Caldas da Rainha História e Cultura, p. 155169

Local

Caldas da Rainha

Data

1993

Autor(es)

HORTA, Cristina Ramos e

Título

Antiguidades das Caldas da Rainha e do tempo da Rainha D. Leonor

Local

Caldas da Rainha

Data

1959

Autor(es)

SÃO PAULO, Jorge de

Título

A arte na vila das Caldas da Rainha durante o século XVIII: o apogeu contra reformista numa dimensão de periferismo, Terras de Águas - Caldas da Rainha História e Cultura, pp. 89-101

Local

Caldas da Rainha

Data

1993

Autor(es)

SERRÃO, Vítor