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Chafariz da Estrada da Foz - detalhe

Designação

Designação

Chafariz da Estrada da Foz

Outras Designações / Pesquisas

Chafariz da Estrada da Foz (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Chafariz

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Leiria / Caldas da Rainha / Caldas da Rainha - Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório

Endereço / Local

Estrada da Foz
Caldas da Rainha

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 28/82, DR, I Série, n.º 47, de 26-02-1982 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O abastecimento de águas às cidades foi um problema sempre presente no ordenamento urbano da época moderna, mas ganhou uma particular importância nos séculos XVII e XVIII, conhecendo então um novo impulso, que se ficou a dever não apenas ao crescimento urbano e às melhorias técnicas verificadas, mas também à importância que a água assumiu enquanto elemento indissociável da denominada "festa barroca", ou do próprio pensamento iluminista (ROSSA, 1989, p. 115).
Em Portugal, e durante o reinado de D. João V, assistimos a um esforço particular no sentido de melhorar o abastecimento de água às populações, de que são exemplo, entre outros, o aqueduto das Águas Livres, o aqueduto de Santo Antão do Tojal (da autoria de Cannevari, por encomenda de D. Tomás de Almeida), ou o sistema de Braga denominado sete fontes (patrocinado pelo Arcebispo D. José de Bragança).
Nas Caldas da Rainha, a presença do Rei, que desde 1742, e até 1748, aí se deslocou com frequência para se tratar com as águas termais, terá contribuído e influenciado uma série de novas edificações, entre as quais a construção de um aqueduto, cujo projecto, iniciado em 1748, se deve ao engenheiro-mor do Reino, Manuel da Maia, que contou com a colaboração de Eugénio dos Santos.
Os três chafarizes que, na cidade, são o ponto terminal, visível e utilitário das condutas de água com nascentes nas zonas altas da vila, integram-se neste plano de abastecimento de água potável à população (SERRA, 1991, p. 42).
Apesar da data de 1749, presente nos espaldares dos três chafarizes, a obra foi concluída, apenas em 1751 (MANGORRINHA, 1993). A relevância de toda esta questão está bem presente na influência destes equipamentos na organização do espaço urbano, mas também na iconografia subjacente, que confere unidade ao conjunto dos três chafarizes. De uma forma genérica, estes equipamentos estruturam-se em função de uma temática inspirada na antiguidade clássica, e o caso que estudamos não é excepção. Eles aludem ao mito das sete filhas de Atlas e da oceânide Plêione (as oceânides eram divindades femininas personificadas por fontes, riachos, cursos de água, que descendiam de Oceano), representando, cada bica, uma das sete plêiades, conforme se pode ler na inscrição em latim, no espaldar dos chafarizes. Este mesmo texto contém orientações para uma leitura correcta do conjunto, ao enumerar a ordem das plêiades, de que é primeira a do chafariz da Estrada da Foz.
Inicialmente implantado no Largo da Copa, foi posteriormente transferido. É formado por um espaldar recto escalonado (com volutas e lacrimais nas extremidades), encimado por frontão triangular vazado . Na moldura central, os cantos desenham um semicírculo que enquadra as rosetas. A bica, em forma de estrela, é encimada pela fita com a inscrição já referida: Pleiadum prima haecest / esta é a primeira Plêiade. A bacia apresenta os cantos truncados. O conjunto é prolongado por dois bancos laterais e delimitado por pináculos.
(Rosário Carvalho)

Imagens

Bibliografia

Título

Introdução à História das Caldas da Rainha

Local

Caldas da Rainha

Data

1991

Autor(es)

SERRA, João

Título

CHAFARIZ, Dicionário da Arte Barroca em Portugal

Local

Lisboa

Data

1989

Autor(es)

ROSSA, Walter

Título

Memórias das Caldas da Rainha 1484-1884

Local

Lisboa

Data

1932

Autor(es)

CARVALHO, Augusto da Silva

Título

Arquitectura caldense no século XVIII, Terra de Águas - Caldas da Rainha História e Cultura, p. 137-152

Local

Caldas da Rainha

Data

1993

Autor(es)

MANGORRINHA, Jorge