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Pelourinho de Bertiandos - detalhe

Designação

Designação

Pelourinho de Bertiandos

Outras Designações / Pesquisas

Pelourinho de Bertiandos(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Pelourinho

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viana do Castelo / Ponte de Lima / Bertiandos

Endereço / Local

EN 202 (fronteiro ao Solar de Bertiandos)
Bertiandos

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 23 122, DG, I Série, n.º 231, de 11-10-1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A localidade de Bertiandos existiu sempre centrada na importância no Solar do mesmo nome, possivelmente fundado ainda no século XV por um sobrinho-neto de D. Nuno Álvares Pereira. Chegou a ser concelho, em 1795, mas por pouco tempo, já que o mesmo seria extinto logo em 1835. O chamado Pelourinho de Bertiandos foi levantado na altura da formação do efémero concelho, utilizando-se para tal um marco miliário romano que estava no terreiro do solar. Trata-se de um marco datado do século III d.C., fazendo parte da Via Romana que ligava Braga a Tui e Lugo, passando, entre outras localidades, por Prado, Ponte de Lima e Paredes de Coura (Via XIX Bracara / Lucus, conforme consta do Itinerarium Antonini).
Este monólito estava enterrado no Campo de Santo Amaro, na Feitosa, freguesia localizada a sul de Ponte de Lima, no caminho que seguia para Braga. Foi descoberto em 1641, no tempo de Francisco Pereira da Silva, 3º Senhor de Bertiandos, e levado para o solar. É formado por uma simples coluna monolítica, mais larga no topo, e possui uma inscrição latina, que permite datá-lo, cuja tradução reza "O imperador César Caio Vero Maximino, Pio, Feliz, Augusto, Germânico Máximo, Dácico Máximo, Sarmático Máximo, Pontífice Máximo, 5 vezes tribuno, 5 vezes imperador, Pai da Pátria, cônsul, procônsul, e Caio Júlio Vero Máximo, Nobilíssimo César, Germânico Máximo, Dácico Máximo, Sarmático Máximo, Príncipe da juventude, Filho do Senhor Nosso Imperador Caio Júlio Vero Maximino, Pio, Feliz, Augusto, restauraram as vias e ponte arruinadas com a passagem do tempo, sendo encarregado Quinto Décio, legado de Augusto, propretor - a 18 milhas de Braga." (REIS, António Matos, 1978). De acordo com estes elementos, o marco fora levantado entre 235 e 238 d.C..
Após a instalação no terreiro senhorial, o marco foi acrescentado com um remate, constando de um chapéu formado por quatro cones sobrepostos, terminando em pinha, e de uma outra inscrição. As letras destas foram douradas no senhorio de António Pereira Pinto de Eça, Fidalgo da Casa Real e Alcaide-Mor de Braga. Finalmente, quando as freguesias vizinhas de Bertiandos, Estorãos e Santa Comba são constituídas em concelho, o marco é destinado a pelourinho, e colocado diante da cadeia, junto ao rio. Extinta a jurisdição, o monumento regressa à localização anterior, integrado na reformulação do parque solarengo, e erguido sobre uma singela plataforma rectangular, quase totalmente enterrada. A grimpa, constando de uma cruz em ferro, foi retirada na altura. O marco romano possui classificação individual, como Monumento Nacional, integrado na designação Via romana de Braga a Tui - 14 marcos miliários, série Capela (Decreto de 16 de Junho de 1910). SML

Imagens

Bibliografia

Título

Roteiro da Ribeira Lima

Local

Porto

Data

1959

Autor(es)

AURORA, Conde de

Título

Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral

Local

Lisboa

Data

1997

Autor(es)

MALAFAIA, E. B. de Ataíde

Título

Caminhos velhos e Pontes de Viana e Ponte de Lima

Local

Viana do Castelo

Data

1962

Autor(es)

ARAÚJO, José Rosa de

Título

A romanização do concelho de Ponte de Lima

Local

Ponte de Lima

Data

1978

Autor(es)

REIS, António Matos