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Solar dos Castros - detalhe

Designação

Designação

Solar dos Castros

Outras Designações / Pesquisas

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Palácio

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viana do Castelo / Vila Nova de Cerveira / Vila Nova de Cerveira e Lovelhe

Endereço / Local

Praça da Liberdade
Vila Nova de Cerveira

Número de Polícia: 74-77

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 735/74, DG, I Série, n.º 297, de 21-12-1974 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Edificado no centro histórico de Vila Nova de Cerveira, o Solar dos Castros é um dos mais imponentes edifícios da localidade, cuja edificação remonta ao século XVIII. Actualmente, acolhe a Biblioteca Municipal, depois de ter sido palco de uma série de projectos e da 4ª Bienal de Arte, em 1984, data a partir da qual passou a receber este evento e outras actividades expositivas.
O edifício original data do século XVII, pertencendo ao vínculo instituído por António da Fonseca de Azevedo e Maria Mendes de Carvalho, em 1625. Contudo, um violente incêndio levou à sua reedificação, já no século XVIII (MOURA, 1998, p. 41).
As suas características permitem inscrever este solar no conjunto de edificações setecentistas do Norte do país, que se pautam por um desenvolvimento em comprimento, estável, e sem inovações em termos planimétricos, concentrando-se a animação ao nível da fachada, aberta por vãos simétricos. No caso do solar dos Castros, o edifício é delimitado por pilastras, nos cunhais, a que se acrescenta uma outra, ao centro da fachada principal, e no eixo da qual se encontra o brasão da família. Em cartela oval, este apresenta escudo idêntico, ao centro, encimado por coroa e com dois leões armados em tenentes. O alçado divide-se em dois pisos, alterando portas e janelas no primeiro, que se unem, através da moldura, às janelas de sacada no segundo, estas rematadas por cimalha saliente. É precisamente o ritmo destes vãos que confere dinamismo ao alçado, convergindo ao centro, no brasão que, em lugar de destaque, interrompe a linha do telhado, evidenciando assim os símbolos nobiliárquicos dos proprietários do solar, como imagem de prestígio e poder.
O prolongamento da fachada lateral, encontra-se o portão de acesso ao jardim, que é encimado por uma pedra de amas enquadrada por merlões. O alçado posterior, também de pois pisos, é marcado por dois corpos laterais, mais baixos, formando uma espécie de torreões que enquadram o corpo central, definido por uma arcaria de volta perfeita no piso térreo e uma varanda de colunata no segundo, à qual se acede através da escadaria de linhas rectas. Em frente, e delimitada pelo muro, o jardim de dimensão reduzida, mas de linhas geométricas, destaca-se pela fonte central, de traçado curvilíneo.
Apesar das dimensões, o jardim não deixa de representar a importância do espaço exterior e a sua articulação com o edifício habitacional, numa tentativa não monumental de "subordinar a natureza a um plano de conjunto a partir da casa" (AZEVEDO, 1969, p. 75).
(Rosário Carvalho)

Imagens

Bibliografia

Título

Solares Portugueses

Local

Lisboa

Data

1988

Autor(es)

AZEVEDO, Carlos de

Título

Alto Minho

Local

Lisboa

Data

1987

Autor(es)

ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de

Título

Inventário da Heráldica concelhia

Local

Vila Nova de Cerveira

Data

1981

Autor(es)

DIOGO, José Leal

Título

Solar dos Castros Vila Nova de Cerveira, Patrimonium, n.º 2

Local

Lisboa

Data

0198

Autor(es)

MOURA, Maria do Rosário