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Fortaleza de Belixe (ruínas) - detalhe

Designação

Designação

Fortaleza de Belixe (ruínas)

Outras Designações / Pesquisas

Fortaleza de Santo António do Belixe
Forte de Beliche / Fortaleza do Belixe / Fortaleza de Santo António do Beliche(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Militar / Fortaleza

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Faro / Vila do Bispo / Sagres

Endereço / Local

- -
Belixe

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 41 191, DG, I Série, n.º 162, de 18-07-1957 (ver Decreto)

ZEP

Portaria n.º 469/87, DR, I Série, n.º 128, de 4-06-1987 (com ZNA) (revogou a portaria anterior, repondo a delimitação de 1962) (ver Portaria)
Portaria n.º 550/86, DR, I Série, n.º 221, de 25-09-1986 (rectificou a delimitação constante da portaria anterior) (ver Portaria)
Portaria de 17-05-1962, publicada no DG, II Série, n.º 128, de 30-05-1962 (ZEP da Torre e Muralhas de Sagres, da Fortaleza de Belixe e da Fortaleza do Cabo de São Vicente)

Zona "non aedificandi"

Portaria n.º 469/87, DR, I Série, n.º 128, de 4-06-1987 (repôs a ZNA de 1962)
Portaria de 17-05-1962, publicada no DG, II Série, n.º 128, de 30-05-1962

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Implantado no alto da falésia que domina a baía do Beliche (ou Belixe), desconhece-se a época de construção desta fortaleza, sendo certo que já existia no século XVI, por nela existir um escudo do rei D. Sebastião. Pela posição estratégica que ocupa, num dos cabos que controla a passagem das costas meridional e ocidental do país, é de supor que o local tenha sido utilizado desde tempos remotos para fins militares, embora não tenha existido ainda qualquer estudo monográfico que esclareça, ou discuta, as origens desta fortaleza. A eventualidade de ter sido edificada por ordem de D. Manuel, que se deslocou ao Cabo de São Vicente na viragem para o século XVI, é uma proposta aliciante, mas que permanece, por enquanto, como mera hipótese.
Na segunda metade do século XVI, em 1578, o corsário inglês Francis Drake atacou-a e provocou graves danos. Desconhece-se, igualmente, a extensão dos estragos infligidos, mas é de presumir que foram importantes o suficiente para motivar a reconstrução do conjunto. Este só ocorreu na passagem para a década de 30 do século XVII, em pleno domínio filipino e numa altura em que o governo ibérico dedicava particular atenção à defesa da costa Sudoeste, constantemente atacada por corsários e piratas a soldo dos reinos do Norte da Europa. A porta de entrada da fortaleza exibe a data de 1632, que deve corresponder ao ano de conclusão dos trabalhos, sendo então governador da província o segundo conde do Prado, D. Luís de Sousa.
A fortaleza segue uma estrutura comum à arquitectura militar da época, com planta poligonal estrelada, estrategicamente com as baterias voltadas ao mar. A porta principal, de arco de volta perfeita, situa-se a "Poente, numa reentrância formada por um contraforte de uma torre" (COUTINHO, 1997, p.155). No interior, existe uma segunda cortina, que protege uma longa escadaria que dá acesso à praia e por onde entrariam os mantimentos e outros materiais em caso de cerco terrestre. A entrada na fortaleza propriamente dita faz-se através de um arco de volta perfeita nessa linha fortificada interior e é dominada por uma torre quadrangular, com acesso através de passadiço. As dependências de apoio à guarnição militar (camarata, arrecadações e compartimentos comuns cobertos) adossam-se à muralha, permitindo a existência de um espaço relativamente amplo para manobras militares. Igualmente encostada à muralha localiza-se a capela de Santa Catarina (actualmente dedicada a Santo António), pequeno templo de planta centralizada, composto por nave quadrangular coberta por cúpula e diminuta capela-mor.
Depois de abandonado o forte, o século XX conferiu-lhe outras funcionalidades, designadamente a turística. Foi com esse objectivo que o conjunto se transformou em pousada, construindo-se, por volta de 1960, os diversos equipamentos de apoio à actividade hoteleira, como o restaurante. Nessa altura, relvaram-se também importantes secções do interior e reconstruíram-se alguns panos da cortina militar.
Apesar de harmonicamente integrada na paisagem circundante, esta nova funcionalidade não evitou a erosão constante da falésia em que a fortaleza se ergue. A partir dos anos 90 do século XX, tem havido um redobrado cuidado com esta questão, existindo o perigo de toda a estrutura ruir. Alguns estudos foram encomendados ao LNEC e à Escola Superior de Tecnologia da Universidade do Algarve, tendo a capela sido objecto de particular atenção, pela sua posição periclitante.
PAF

Imagens

Bibliografia

Título

Corografia ou memoria economica, estadistica, e topografica do reino do Algarve

Local

Lisboa

Data

1841

Autor(es)

LOPES, João Baptista da Silva

Título

Roteiro dos Monumentos Militares Portugueses

Local

Lisboa

Data

1948

Autor(es)

ALMEIDA, João de

Título

Aspectos do reino do Algarve nos séculos XVI e XVII: a descrição de Alexandre Massaii (1621)

Local

Lisboa

Data

1988

Autor(es)

GUEDES, Lívio da Costa

Título

Algarve - Castelos, Cercas e Fortalezas

Local

Faro

Data

2008

Autor(es)

MAGALHÃES, Natércia