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Chafariz dos Remédios - detalhe

Designação

Designação

Chafariz dos Remédios

Outras Designações / Pesquisas

Santuário de Nossa Senhora dos Remédios(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Chafariz

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viseu / Lamego / Lamego (Almacave e Sé)

Endereço / Local

Rua Macário de Castro
Lamego

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 129/77, DR, I Série, n.º 226, de 29-09-1977 (a designação "Casa das Brolhas, Chafariz dos Remédios" corresponde a duas classificações distintas) (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Aproveitando a estadia de Nicolau Nasoni em Lamego, a Irmandade de Nossa Senhora dos Remédios encomendou-lhe a construção de um chafariz, que deveria substituir um outro entretanto inutilizado, que existia junto à antiga capela de Santo Estevão. De acordo com a inscrição patente numa das cartelas, o novo chafariz dos Remédios ficou concluído em 1738, ainda antes da construção na igreja de Nossa Senhora dos Remédios, que na segunda metade do século XVIII substituiu a de Santo Estevão.
Esta igreja de peregrinação é antecedida por um longo escadório que atravessa o Monte de Santo Estêvão, sendo que o chafariz de Nasoni, originalmente do lado Sul, foi posteriormente integrado no denominado Pátio dos Reis.
O chafariz é composto por uma taça de linhas curvas, assente sobre três degraus. A restante arquitectura sugere semelhanças com outras obras traçadas por Nasoni. Robert Smith defende a proximidade entre o respaldo desta obra e os bancos da galilé da Sé do Porto ou o remate da sacristia da catedral de Lamego. O mesmo acontece relativamente aos festões que "(...) abraçam o disco oval ao meio e descem lateralmente aos dois grandes florões, reminescentes dos pilares da capela-mor da Sé de Lamego, dos quais a água corre" (SMITH, 1967, p. 97). Por sua vez, a decoração do frontão central assemelha-se a uma flor-de-liz, motivo utilizado por este arquitecto nas obras que realizou, no Porto, a cargo dos Barbosa de Albuquerque. As urnas laterais surgem ainda na balaustrada da fachada da Sé do Porto, ou nas casas do Chantre e da Prelada (SMITH, 1967, p. 97).
As opções de Nasoni para o plano desta obra são comuns a outros trabalhos de arquitectura por si projectados, ainda que a nível técnico tenham surgido algumas dificuldades, como demonstram os documentos da Irmandade. Estes referem erros de engenharia que tornaram a obra muito dispendiosa (SMITH, 1967, p. 96).
De composição pesada, mas bem proporcionado, o chafariz dos Remédios apresenta opções ornamentais que anunciam "(...) o gosto barroco tardio" (ROSSA, 1989).
O patamar da escadaria monumental em que se insere o chafariz de Nasoni apresenta, em seu redor, os Reis que denominam o pátio. Assentes em colunas, estas figuras escultóricas representam os últimos reis da Casa de David, criando uma espécie de genealogia de Jesus, que se integra num programa iconográfico mais vasto, dedicado à Virgem.
(Rosário Carvalho)

Imagens

Bibliografia

Título

Nicolau Nasoni, arquitecto do Porto

Local

-

Data

1966

Autor(es)

SMITH, Robert C.

Título

CHAFARIZ, Dicionário da Arte Barroca em Portugal

Local

Lisboa

Data

1989

Autor(es)

ROSSA, Walter