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Casa da Torre, também denominada «Torre de Lanhelas» - detalhe

Designação

Designação

Casa da Torre, também denominada «Torre de Lanhelas»

Outras Designações / Pesquisas

Paço de Lanhelas / Torre de Lanhelas (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Solar

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viana do Castelo / Caminha / Lanhelas

Endereço / Local

-- junto à EN 13
Lanhelas

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 45/93, DR, I Série-B, n.º 280, de 30-11-1993 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O senhorio de Lanhelas foi constituído por Gil Vasques Bacelar no final do século XV, quando herdou as terras correspondentes ao senhorio e aí edificou uma casa. Em 1531 o seu filho Afonso Vaz Bacelar construiu junto à casa uma torre - actualmente a torre mais alta da casa - de inspiração militar, num modelo muito utilizado na arquitectura solarenga de Entre Douro e Minho no século XVI. Depois da sua morte, o senhorio foi herdado pela filha D. Margarida de Barros Bacelar, casada com Rui de Sá Sottomayor.
Este foi o grande reformador da Casa da Torre, mandando edificar a segunda torre da casa, sobre o braço do rio, em 1573. Amigo pessoal de D. Frei Bartolomeu dos Mártires, Rui de Sá Sottomayor hospedava o Arcebispo de Braga em Lanhelas, que segundo a tradição terá plantado um laranjal no espaço da quinta, junto ao rio.
Em 1831 Camilo de Sá Sotomayor mandou edificar uma terceira torre, que foi ligada à torre original através de uma ala. As obras executadas no século XIX encurtaram o comprimento da fachada principal da casa, embora houvesse um cuidado de não alterar a tipologia e a simetria da mesma, sendo também nesta época plantados os jardins de buxo. No entanto, a construção dos caminhos de ferro na zona cortaram o espaço da quinta, perto da casa, separando-a da área da capela.
A Torre de Lanhelas distingue-se pelo modelo edificativo, em que o corpo residencial era originalmente delimitado por dois torreões, comungando a planimetria e os elementos decorativos de gosto clássico das casas renascentistas com elementos inspirados na arquitectura militar medieval, símbolos de nobreza e poder. Subsistem também as janelas de ângulo e gárgulas de canhão, executadas quando da edificação do solar, no edifício da primeira torre.
O conjunto edificativo da casa é assim constituído por três torres, de diferentes dimensões, que se ligam entre si. Os espaços de ligação entre os torreões foram aproveitados como espaços de habitação.
Perto do portão principal da quinta foi edificada cerca de 1550 a capela particular da casa, dedicada a Santo António, e vinculada por Frei António de Sá, abade comendatário do Mosteiro de Tibães e familiar dos proprietários da casa.
Catarina Oliveira

Imagens

Bibliografia

Título

Palácios e solares portuguezes (Col. Encyclopedia pela imagem)

Local

Porto

Data

1900

Autor(es)

SEQUEIRA, Gustavo de Matos

Título

Torres solarengas do Alto Minho

Local

-

Data

1925

Autor(es)

GUERRA, Luís Figueiredo da

Título

Nobres Casas de Portugal

Local

Porto

Data

1958

Autor(es)

SILVA, António Lambert Pereira da

Título

Arte paisagista e arte dos jardins em Portugal

Local

-

Data

1962

Autor(es)

ARAÚJO, Ilídio de

Título

Solares Portugueses

Local

Lisboa

Data

1988

Autor(es)

AZEVEDO, Carlos de

Título

Alto Minho

Local

Lisboa

Data

1987

Autor(es)

ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de

Título

Manuelino. À descoberta da arte do tempo de D. Manuel I

Local

Lisboa

Data

2002

Autor(es)

DIAS, Pedro

Título

Caminha e seu concelho

Local

Caminha

Data

1985

Autor(es)

ALVES, Lourenço

Título

A arquitectura manuelina

Local

Vila Nova de Gaia

Data

2009

Autor(es)

DIAS, Pedro