Saltar para o conteúdo principal da página

Capela do Senhor - detalhe

Designação

Designação

Capela do Senhor

Outras Designações / Pesquisas

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Capela

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Vila Real / Mondim de Basto / São Cristóvão de Mondim de Basto

Endereço / Local

-- no centro de Mondim de Basto
Mondim de Basto

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 42 007, DG, I Série, n.º 265, de 6-12-1958 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Implantada no centro da vila e rodeada por edifícios do século XVIII e XIX, a capela do Senhor remonta a épocas bastante mais recuadas embora seja difícil determinar com exactidão a data da sua construção. Na verdade, as sucessivas campanhas arquitectónicas e decorativas, algumas das quais apenas podem ser intuídas, foram alterando a sua configuração original observando-se hoje vestígios de períodos muito diferenciados.
De planta longitudinal, com nave e capela-mor rectangular, a capela apresenta fachada em empena, com cunhais rematados por pináculos. Ao centro, o portal é de verga recta, sobrepujado por uma janela de dimensões reduzidas. As marcas deixadas neste alçado permitem colocar a hipótese deste ter beneficiado, em tempos, de um alpendre que culminaria na janela do coro, e de um portal mais largo, de volta perfeita, cujo contorno é ainda bem visível.
A uma primeira campanha do século XVI, certamente a da edificação da capela, tem correspondência, no interior, uma intervenção decorativa, talvez a original, apenas há pouco descoberta. Na verdade, quando em 2003 se procedeu ao restauro do retábulo-mor descobriram-se, atrás, os frescos representando São Francisco das Chagas e São Cristóvão, datados de 1588. A presença deste ano nas pinturas que antecederam a actual campanha do interior ajuda a balizar as intervenções na capela, podendo muito bem ter sido esta a primitiva decoração do templo.
O interior da capela destaca-se pela actualização estética operada no decorrer do século XVIII, ainda que alguns elementos revelem o apego a um gosto mais tradicional. É o caso do retábulo-mor, que deveria substituir as pinturas a fresco e que foi executado depois de 1588, mas conservando uma estrutura retabular mais próxima do maneirismo do que do barroco ou rococó que se observa nos restantes altares. É possível que corresponda a uma campanha anterior à da nave, datável do século XVII, e contemporânea dos azulejos de tapete que revestem os panos murários.
No corpo do templo ganha especial importância o tecto de caixotões de talha dourada com representações de episódios do Antigo Testamento e os dois altares colaterais, de talha dourada e polícroma, de linguagem rococó.
(Rosário Carvalho)