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Casa de Treixedo - detalhe

Designação

Designação

Casa de Treixedo

Outras Designações / Pesquisas

Casa dos Viscondes de Treixedo / Solar dos Treixedos / Casa de Treixedo / Solar Visconde de Treixedo / Banco Montepio Geral(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Casa

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viseu / Viseu / Viseu

Endereço / Local

Rua Direita
Viseu

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 95/78, DR, I Série, n.º 210, de 12-09-1978 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Edificado na Rua Direita, o Solar dos Treixedos, actual sede do Montepio Geral, é um dos exemplos mais significativos da arquitectura civil barroca de Viseu.
Muito embora o seu interior tenha sofrido múltiplas transformações, de forma a poder receber as instalações da referida instituição bancária, a fachada principal mantém a estrutura original, que remonta à primeira metade do século XVIII. O edifício terá sido construído a expensas da família Almeida Cardoso Sequeira de Sousa, tendo passado posteriormente para a posse da Viscondessa de Treixedo (VALE, 1969, p. 74).
À semelhança da grande maioria das edificações barrocas de natureza civil, também este solar apresenta planta rectangular, reflectindo uma planimetria mais conservadora, de características ainda maneiristas, em detrimento de uma solução mais dinâmica, própria do período barroco (AZEVEDO, 1969, p. 71). Desta forma, é na fachada que se concentra a expressão rítmica inerente ao século XVIII, criando uma espécie de cenografia urbana que tira partido da abertura dos vãos e do tratamento das suas molduras.
O Solar dos Teixedos desenvolve-se em dois andares, a que se acrescenta um outro piso na última secção. No seu conjunto, prevalece o sentido da horizontalidade e da estabilidade, tendência dominante entre os arquitectos e construtores da época (AZEVEDO, 1969, p. 71). O mesmo acontece relativamente às pilastras pouco salientes que dividem as diferentes secções da fachada, ou ao tratamento das molduras do andar nobre, de maiores dimensões que as do piso térreo, desenho mais recortado e remate em frontão.
As duas portas de entrada, com molduras profusamente trabalhadas e rematadas pelos brasões das famílias proprietárias do imóvel, quebram a linha das janelas, elevando a pedra d'armas até ao nível do andar nobre, numa solução muito semelhante à verificada no Solar dos Condes de Prime, também em Viseu.
Se a cidade de Viseu "(...) tem sido desde imemorial tempo um alfobre de fidalguia cuja memória vem guardando com a presença física e poderosa de um farto leque de mansões senhoriais" (CORREIA, 1989, p. 30), o maior número de construções encontra-se no período que decorre entre o século XVII e o final da centúria seguinte, impondo à malha urbana o forte contraste do granito recortado nas suas fachadas.
(Rosário Carvalho)

Imagens

Bibliografia

Título

Solares Portugueses

Local

Lisboa

Data

1988

Autor(es)

AZEVEDO, Carlos de

Título

Viseu

Local

Lisboa

Data

1989

Autor(es)

CORREIA, Alberto

Título

Viseu monumental e artístico

Local

Viseu

Data

1969

Autor(es)

VALE, Alexandre de Lucena e