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Igreja paroquial de Cambra - detalhe

Designação

Designação

Igreja paroquial de Cambra

Outras Designações / Pesquisas

Igreja de São Julião, paroquial de Cambra / Igreja Paroquial de Cambra / Igreja de São Julião(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viseu / Vouzela / Cambra e Carvalhal de Vermilhas

Endereço / Local

Lugar da Igreja
Cambra

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 34 452, DG, I Série, n.º 59, de 20-03-1945 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Situa-se na freguesia de Cambra, que deve o seu nome ao rio Cambar, hoje Alfusqueiro, ao logo do qual se desenvolveu constituindo, na actualidade, uma das maiores freguesias de Vouzela.
A igreja paroquial, da invocação de São Julião, partilha o seu orago com a própria freguesia, também dedicada a este santo. Foi edificada na segunda metade do século XVIII, em 1779, destacando-se pela sua fachada barroca, superiormente recortada e revestida por azulejos de padrão azuis e brancos, flanqueada por duas torres sineiras, ligeiramente recuadas. A implantação isolada, com um adro murado, contribui para a sua monumentalidade, impondo-se na malha urbana de Cambra.
O frontispício é definido por pilastras nos cunhais, rematadas por altos fogaréus que, por sua vez, flanqueiam a empena de linhas contracurvadas, com volutas, que remata o edifício. Ao centro, abre-se um arco de asa de cesto de acesso à galilé, que se liga à janela do coro. Esta, é ladeada por dois nichos de frontão contracurvado, e no eixo do portal encontra-se uma cartela relevada.
As duas torres sineiras, com uma base mais larga, que acompanha o alçado do templo até ao início da empena, encontram-se num plano mais recuado, e são encimadas por fogaréus nos cunhais, terminando em remate piramidal.
No interior, a nave única é coberta por abóbada de berço com caixotões onde foram pintados motivos hagiológios, indicando-se em cada painel o nome do respectivo santo representado. A talha concentra-se no arco triunfal, ligando os altares colaterais com a sanefa que o reveste, e criando um amplo enquadramento para a capela-mor. Contudo, a tonalidade dominante é branco e os motivos em talha são claramente rococó. Situação semelhante é a que se verifica na capela-mor, onde o retábulo denota a mesma tendência.
(Rosário Carvalho)

Imagens