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Igreja das Mercês - detalhe

Designação

Designação

Igreja das Mercês

Outras Designações / Pesquisas

Convento de Nossa Senhora das Mercês / Museu de Artes Decorativas / Convento de Nossa Senhora das Mercês / Museu de Artes Decorativas(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Évora / Évora / Évora (São Mamede, Sé, São Pedro e Santo Antão)

Endereço / Local

Rua do Raimundo
Évora

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 1/86, DR, I Série, n.º 2, de 3-01-1986 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

Abrangido por conjunto inscrito na Lista do Património Mundial da UNESCO, que, ao abrigo do n.º 7 do art.º 15.º da Lei n.º 107/2001, de 8 de Setembro, se encontra classificado como MN

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Em 1670, sob a égide protectora da rainha D. Luísa de Gusmão e de Frei José de Santa Teresa, foi fundado o Convento de Nossa Senhora das Mercês, da Ordem dos Agostinhos Descalços. O seu traço, da autoria de arquitecto desconhecido, foi projectado sobre uma casa nobre, manuelina, da qual ainda se pode vislumbrar o que resta de uma abóbada polinervada.
A igreja é um característico exemplar da arquitectura chã portuguesa, protobarroca, apresentando alguma sobriedade e contenção a nível das formas arquitectónicas. A fachada principal é rasgada por quatro janelas de moldura granítica, sendo consolidada por quatro pilastras lisas. A sobrepujar o alçado principal encontra-se um sinuoso frontão com volutas, coroado por fogaréus e rematado pelo símbolo da Ordem, a águia bicéfala dos Agostinhos. O primitivo alpendre foi destruído em finais do reinado de Dona Maria I para que se pudessem realizar obras de ampliação no corpo da igreja e para a colocação de uma série de painéis azulejares alusivos à Vida Mariana. O portal principal, elevado por quatro degraus e rematado por um frontão interrompido, subsistiu a esta campanha, mantendo inalterada a sua feição seiscentista. A nave, em planta de cruz latina, é coberta por abóbada de berço, sendo o cruzeiro de cúpula rectangular, rasgado por fenestrações que conferem ao interior uma ampla luminosidade. Ao nível do primeiro registo, o revestimento é composto de silhares de azulejos rocócó, azuis e brancos, provenientes da Real Fábrica do Rato, datados de 1773, e alusivos à vida de Santo Agostinho, bem como à já referida temática mariana. São de destacar os quatro arcos do transepto, guarnecidos de pilastras em talha dourada, finamente lavrada, de estilo rocócó e da autoria do mestre entalhador eborense Jorge Guerreiro da Costa. A capela mor, coberta por abóbada de canhão, destaca-se pela talha dourada rococó, patente nas colunas salomónicas, sobrepujadas por fogaréus e frontão interrompido que enquadra o nicho central com baldaquino e trono, elementos bem característicos deste estilo.
Em 1956, após a realização de cuidadas obras de conservação e restauro, inaugurou-se neste espaço o núcleo de Artes Decorativas Religiosas, com um belo e variado espólio composto essencialmente de ourivesaria, paramentaria e escultura.
SCP

Imagens

Bibliografia

Título

A Escultura em Portugal nos Séculos XII a XVII

Local

-

Data

1953

Autor(es)

MACEDO, Diogo

Título

Inventário Artístico de Portugal, vol. VII (Concelho de Évora - volume I)

Local

Lisboa

Data

1966

Autor(es)

ESPANCA, Túlio

Título

A Talha em Portugal

Local

Lisboa

Data

1962

Autor(es)

SMITH, Robert C.