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Ermida de Nossa Senhora do Livramento, compreendendo todo o recheio - detalhe

Designação

Designação

Ermida de Nossa Senhora do Livramento, compreendendo todo o recheio

Outras Designações / Pesquisas

Capela da Antiga Confraria de Marinheiros e Pescadores / Ermida de Nossa Senhora do Livramento(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Ermida

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Setúbal / Setúbal / Setúbal (São Julião, Nossa Senhora da Anunciada e Santa Maria da Graça)

Endereço / Local

Avenida 22 de Dezembro
Setúbal

Proteção

Situação Actual

Desclassificado - sem protecção legal

Categoria de Protecção

Não aplicável

Cronologia

Declaração n.º 325/2009 de 15-09-2009 do director do IGESPAR, I.P, DR, 2.ª série, nº 184, de 22-09-2009 (declara que não existindo o imóvel se considera o mesmo desclassificado, deixando, consequentemente, de existir a ZGP) (ver Declaração)
Despacho de concordância de 12-12-2008 do diretor do IGESPAR, I.P.
Proposta de desclassificação de 5-11-2008 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo, por comprovadamente não existir
Decreto n.º 23 016, DG n.º 199, de 2-09-1933 (classificou como IIP)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A antiga capela da confraria de marinheiros e de pescadores de Setúbal, dedicada a Nossa Senhora do Livramento, constitui uma das páginas mais negras da destruição do património setubalense. Edificada, ao que tudo indica, no século XVI, foi posteriormente partilhada pelos seus primeiros proprietários e pelos frades do antigo Convento dos carmelitas, instalados nas imediações por decreto régio de D. Afonso VI de 1665.
A convivência entre as duas comunidades não foi pacífica e anos mais tarde fundou-se um outro convento carmelita, desta vez na Freguesia de Nossa Senhora da Anunciada. De novo na posse plena da irmandade piscatória, a igreja foi objecto de obras de restauro e de actualização estética em 1721, data em que também a confraria foi reformada, desconhecendo-se, contudo, o alcance desta campanha artística.
Muito abalada pelo terramoto de 1755, o que parece indiciar alguma modéstia da construção, foi transformada em teatro em 1833, caso que não foi único no panorama da arquitectura religiosa portuguesa do século XIX, como o prova a adaptação de que foi objecto a igreja de São João do Alporão em Santarém. A tradição teatral nesta zona da cidade vinha já de longe, havendo notícias de um "Pátio das Comédias" anexo à capela em 1644.
Depois de um período em que funcionou como fábrica de conservas, o templo foi classificado pelo Decreto nº23016 de 1933, naquele que foi o segundo grande decreto de classificação de património imóvel no país. Infelizmente, esta protecção não foi suficiente para preservar a pequena capela até aos nossos dias. Na década de 40 foi demolida e o seu recheio disperso por outros templos da cidade ou mesmo pela mão de particulares. Da antiga ermida dos pescadores de Setúbal resta hoje a memória do local e um decreto de classificação destituído de objecto.
PAF

Imagens

Bibliografia

Título

Portugal antigo e moderno: diccionario geographico, estatistico, chorographico, heraldico, archeologico, historico, biographico e etymologico de todas as cidades, villas e freguezias de Portugal e de grande numero de aldeias...

Local

Lisboa

Data

1990

Autor(es)

PINHO LEAL, Augusto Soares d'Azevedo Barbosa de, FERREIRA, Pedro Augusto