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Ponte de Nossa Senhora da Ajuda - detalhe

Designação

Designação

Ponte de Nossa Senhora da Ajuda

Outras Designações / Pesquisas

Ponte de Nossa Senhora da Ajuda(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Ponte

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Portalegre / Elvas / Assunção, Ajuda, Salvador e Santo Ildefonso

Endereço / Local

-- -
Elvas

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 47 508, DG, I Série, n.º 20, de 24-01-1967 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Extensa e monumental ponte renascentista, arruinada desde o século XVIII, de estrutura com visível influência clássica, encontra-se num importante ponto estratégico de passagem do rio Guadiana e permitia a circulação viária entre Elvas e Olivença.
Situada num ponto estratégico de passagem do Rio Guadiana, é certamente, pela sua dimensão e qualidade construtiva, um dos marcos da construção civil, viária, do século XVI, constituindo ainda hoje um importante marco paisagístico de carácter histórico-patrimonial.
Foi edificada no reinado de D. Manuel I, em zona onde há notícia ter sido construída em 1360 uma outra ponte em pedra, num período em se efectuaram importantes trabalhos em Olivença, como a reparação das suas muralhas, a construção da Igreja da Madalena, da Santa Casa da Misericórdia e do Portal das Casas Consistoriais.
Destruída por causa de cheias em finais de Quinhentos, encontrava-se arruinada em 1640 tendo sido reconstruída após a Restauração, sendo novamente alvo de destruição e de recuperação resultante da guerra que se seguiu.
Palco de várias disputas territoriais e político-militares, acabou por ser parcialmente destruída na Guerra da Sucessão de Espanha em 1709.
Tinha originalmente dezanove arcos, na sua maioria de volta perfeita, possuindo no entanto em cada extremidade arcos abatidos, tal como deveria ser o central, mais espaçado do que os restantes de forma a transpor em amplitude a maior profundidade do leito do rio.
Restam cinco arcos na margem esquerda e oito na margem direita, sendo ainda visíveis os remanescentes pegões arruinados no Guadiana. Os pilares, quadrangulares, possuem talhamares em ambos os seus lados e são de pedra bem aparelhada, com o embasamento feito com silhares graníticos. O seu tabuleiro era horizontal em toda a extensão e tem cerca de 450m de comprimento por 5m de largura, encontrando-se a cerca de 10m do ponto mais profundo do leito.
Bem localizada, sobre o pegão de arranque do sexto arco da margem direita, está uma torre arruinada que possuiria três pisos e que certamente serviria para controle do ponto de passagem e fortificação em caso de conflito.
Em 1903, por ocasião de encontro com do Rei D. Carlos com o Rei Afonso XIII de Espanha em Vila Viçosa, ficou o Governo do Reino, a pedido dos locais, de efectuar a reconstrução da ponte, o que não acabou por não suceder.
Em 1990, durante a cimeira Luso-Espanhola do Algarve, foi acordada novamente a reconstrução da ponte, com fins pedonais, e a construção de uma outra travessia rodoviária. Em 1995 foi apresentado um projecto de reconstrução que tem sofrido várias vissicitudes que culminaram com a suspensão da obra iniciada, nesse âmbito, em meados de 2003 pela Direcção-Geral de Estradas do Ministério do Fomento espanhol.
Uma das questões então levantadas, para além de outras, nomeadamente no âmbito da avaliação da intervenção patrimonial, passava então pela protecção da população mais densa a nível mundial de um narciso em vias de extinção, o narcissus cavanillesii, que se encontra protegido por normas internacionais e que é uma espécie endémica extremamente rara da Península Ibérica e do Norte de África, só existindo duas populações conhecidas em Portugal, sendo a mais numerosa a que se encontra no tabuleiro da ponte da Ajuda, com 11 mil indivíduos, de acordo com os estudos efectuados para a EDIA pelos biólogos do Jardim Botânico de Lisboa.
Este facto levou à integração do sítio Juromenha-Guadiana na listagem da Rede Natura 2000. (JAM)

Imagens

Bibliografia

Título

Roteiro dos Monumentos Militares Portugueses

Local

Lisboa

Data

1948

Autor(es)

ALMEIDA, João de

Título

Dicionário Histórico e Documental dos Arquitectos, Engenheiros e Construtores Portugueses

Local

Lisboa

Data

1988

Autor(es)

VITERBO, Francisco M. de Sousa

Título

História de Portugal Restaurado

Local

Porto

Data

1947

Autor(es)

ERICEIRA, Conde de

Título

Crónica do Felicíssimo Rei D. Manuel

Local

Coimbra

Data

1949

Autor(es)

GÓIS, Damião de

Título

Chancelarias Portuguesas - D. Pedro I

Local

Lisboa

Data

1984

Autor(es)

MARQUES, A. H. de Oliveira

Título

El enclave de Olivenza

Local

Cáceres

Data

1994

Autor(es)

SANCHEZ, Rosa Maria