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Pelourinho de Carocedo - detalhe

Designação

Designação

Pelourinho de Carocedo

Outras Designações / Pesquisas

Pelourinho de Faílde / Pelourinho de Failde e Carocedo (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Pelourinho

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Bragança / Bragança / Parada e Failde

Endereço / Local

- -
Failde

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 23 122, DG, I Série, n.º 231, de 11-10-1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O antigo concelho foi formado em data incerta, mas seguramente depois de 1221, ano a que respeita um documento referindo a povoação, e antes de 1435, quando outro testemunho menciona já a "Câmara de Faílde e Carocedo". Em 1755, pertencia à comarca de Miranda, e em 1839 passou para a comarca de Bragança. Foi extinto em meados do século XIX, e integrado no concelho de Bragança, do qual é actual freguesia, com a designação de Faílde. Conserva um antigo pelourinho, de feição muito arcaica.
O pelourinho assenta numa plataforma de dois degraus quadrangulares de aresta, muito toscos e desgastados. A coluna encaixa no degrau superior, tendo fuste cilíndrico e liso, ainda de talhe muito rude. Não possui capitel, sendo rematado por um paralelipípelo pouco saliente, com rebordo boleado na base e no topo, e faces decoradas com altos-relevos esquemáticos, um deles ilegível. Os restantes parecem representar dois pássaros geminados, de costas voltadas, uma roda ou um sol, e uma esfera com pé, talvez uma representação da esfera armilar.
O carácter rude e arcaizante do monumento torna difícil a sua datação, sendo possível que respeite ao período no qual Faílde subiu a concelho, entre o primeiro quartel do século XIII e o primeiro quartel do século XV. Os símbolos gravados possuem algumas particularidades interessantes, nomeadamente a possibilidade de aí figurar uma esfera armilar, que remeteria a data da construção para o período manuelino; no entanto, D. Manuel não outrogou qualquer foral ao concelho, e a tipologia do pelourinho não permite tirar mais conclusões.
De referir ainda que alguns autores indicam ter a coluna excaixado num berrão , ao modo do pelourinho de Bragança, que se encontra presentemente no Museu Municipal da mesma cidade. É certo que em meados do século XIX o monumento estava bastante danificado, faltando-lhe a peça de remate, tendo sido restaurado já no século XX; talvez então se tenha removido a escultura, que contribuiria seguramente para a feição arcaica do conjunto.
Sílvia Leite

Imagens

Bibliografia

Título

Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral

Local

Lisboa

Data

1997

Autor(es)

MALAFAIA, E. B. de Ataíde