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Pelourinho de Freixiel - detalhe

Designação

Designação

Pelourinho de Freixiel

Outras Designações / Pesquisas

Pelourinho de Freixiel (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Pelourinho

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Bragança / Vila Flor / Freixiel

Endereço / Local

Rua do Pelourinho
Freixiel

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 23 122, DG, I Série, n.º 231, de 11-10-1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O primeiro foral de Freixiel datará de 1112, tendo sido outorgado por D. Sancho Fernandes, prior da Ordem do Hospital, a cujo senhorio pertencia então a localidade. Teve foral novo de D. Manuel, em 1515. O concelho foi extinto em 1836, e integrado em Vila Flor, do qual é actual freguesia. Conserva um pelourinho, certamente erguido na sequência do foral manuelino, e situado num largo da povoação.
O pelourinho assenta numa plataforma de quatro degraus quadrangulares de aresta, o térreo parcialmente embebido no terreno, com desnível muito acentuado. O degrau superior serve de base à coluna. Esta tem secção quadrada, que se torna oitavada através do chanframento das arestas a curta distância do arranque, fazendo-se a transição através de diminutas molduras cantonais duplas. O fuste é composto por dois troços unidos por anel rebordante octogonal, sendo o primeiro troço, com cerca de um terço da altura total, de secção ligeiramente superior. No topo destacam-se novamente quatro pequenas saliências cantonais. O capitel é quadrangular, antecedido por duas molduras crescentes. Possui arestas ligeiramente chanfradas, e faces côncavas, ornadas com florões. O remate é constituído por um bloco com a mesma secção do capitel, que parece prolongar. Nas faces ostenta decoração heráldica, quase inteiramente ilegível, à excepção de um escudo nacional apontado, com bordadura de castelos, compondo o tipo mais habitual no reinado de D. Manuel. A peça terminal é uma pirâmide de secção quadrada, alongada, com moldura quadrangular intermédia e coroada por pequena pinha.
Trata-se de um pelourinho manuelino bastante tradicional, em cujo remate terão sido talvez destruídos os restantes elementos heráldicos, que poderiam incluir uma esfera armilar, e ainda simbólica concelhia.
Sílvia Leite

Imagens

Bibliografia

Título

Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral

Local

Lisboa

Data

1997

Autor(es)

MALAFAIA, E. B. de Ataíde