Pelourinho de Ega - detalhe
Designação
Designação
Pelourinho de Ega
Outras Designações / Pesquisas
Pelourinho de Ega (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Categoria / Tipologia
Arquitectura Civil / Pelourinho
Inventário Temático
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Localização
Divisão Administrativa
Coimbra / Condeixa-a-Nova / Ega
Endereço / Local
Estrada Nacional 342 (Ega)
Ega
Proteção
Situação Actual
Classificado
Categoria de Protecção
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público
Cronologia
Decreto n.º 23 122, DG, I Série, n.º 231, de 11-10-1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA
ZEP
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Zona "non aedificandi"
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Abrangido em ZEP ou ZP
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Abrangido por outra classificação
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Património Mundial
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Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
A vila de Ega, então anda sob domínio muçulmano, foi doada à Ordem do Templo em 1128, por D. Teresa, juntamente com Soure. O primeiro foral de Ega foi concedido na sequência desta doação, por Frei Estevam Belmonte, mestre da Ordem, ainda em 1231. Embora o acto de D. Teresa tenha sido seguidamente anulado por D. Afonso Henriques, este voltou a conceder Ega aos cavaleiros Templários após a conquista da região, em 1135. A extinção da Ordem do Templo implicou a integração do seu património, que incluía a "comenda velha" da Ega, na Ordem Militar de Cristo, instituída por D. Dinis em 1319. Em 1514, a vila merecia foral novo de D. Manuel, outorgado quando Ega vivia um período de grande desenvolvimento. Foi sede de concelho até 1835, passando em 1838 para o actual concelho de Condeixa-a-Nova, do qual é freguesia.
Do seu antigo estatuto, Ega conserva alguns vestígios, entre os quais se conta o seu pelourinho, levantado junto da estrada que segue para Soure. Foi presumivelmente construído nos anos imediatos ao foral manuelino, embora tenha sofrido várias intervenções posteriores. Assenta numa plataforma de quatro degraus, os dois primeiros circulares (estando o térreo quase totalmente enterrado no solo), e os dois superiores hexagonais, de rebordo boleado. A coluna possui base quadrada, chanfrada nos ângulos, de forma a tomar a secção oitavada do resto do fuste. O topo deste é idêntico à base, formando um arremedo de capitel, que tem epigrafada a data de 1698. A encimar o pelourinho figura um prisma rematado em pinha. As faces são decoradas com motivos heráldicos, onde se representam um escudo de armas nacional, uma esfera armilar, emblema pessoal de D. Manuel, uma cruz (de Aviz?), e ainda um brasão desconhecido, figurando uma árvore com dois escudetes pendentes, numa moldura ovalada. Nos ângulos do prisma sobressaem grandes flores-de-lis. De referir ainda os caracteres epigrafados na face sul do monumento, onde se pode ler "RF - EM - 16.9.91" (E. B. de Ataíde MALAFAIA, 1997, p. 187), em referência a um restauro efectuado em 1891 pela paróquia. Para além desta intervenção, terá havido outra, evocada na data de 1698 que se lê no fuste. SML
Imagens
Bibliografia
Título
Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral
Local
Lisboa
Data
1997
Autor(es)
MALAFAIA, E. B. de Ataíde
