Igreja matriz de Ega - detalhe
Designação
Designação
Igreja matriz de Ega
Outras Designações / Pesquisas
Igreja de Nossa Senhora da Graça, matriz de Ega / Igreja Paroquial de Ega / Igreja de Nossa Senhora da Graça (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Categoria / Tipologia
Arquitectura Religiosa / Igreja
Inventário Temático
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Localização
Divisão Administrativa
Coimbra / Condeixa-a-Nova / Ega
Endereço / Local
Largo da Igreja
Ega
Proteção
Situação Actual
Classificado
Categoria de Protecção
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público
Cronologia
Decreto n.º 40 361, DG, I Série, n.º 228, de 20-10-1955 (ver Decreto)
ZEP
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Zona "non aedificandi"
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Abrangido em ZEP ou ZP
Abrangido por outra classificação
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Património Mundial
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Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
A povoação de Ega estava integrada, no início do século XII, nos territórios doados por D. Teresa à Ordem do Templo no ano de 1128, que englobavam a vila de Soure e as terras entre Coimbra e Leiria. Embora o território estivesse, na época, despovoado, e sobre domínio muçulmano, os Templários iriam progressivamente fundar diversas igrejas naqueles domínios, nomeadamente os templos de Pombal, Redinha e Ega. A matriz de Ega já estava edificada em 1162 (CONCEIÇÃO, Augusto dos Santos, 1983, p. 198).
Com a extinção da Ordem do Templo, a povoação de Ega passou para a alçada da Ordem de Cristo, constituindo-se então como sede de comenda, sendo a paróquia entregue a um frei desta ordem (Idem, ibidem). A estrutura original do templo, sobretudo o programa decorativo, foi profundamente modificada na primeira metade do século XVI. Uma descrição do templo feita durante a Visitação de 1507, cerca de uma década antes de as obras manuelinas se iniciarem, indica-nos que o edifício "(...) possuía uma abside abobadada, contrafortes exteriores, pinturas a fresco decorando um interior e outras servindo de fundo a altares." (Idem, ibidem, p. 199).
Cerca de 1520 deu-se início à obra de reconstrução do templo, dirigida pelo arquitecto Marcos Pires, edificador do Claustro de Silêncio da Igreja de Santa Cruz de Coimbra. Esta primeira fase das obras originou um templo de planimetria longitudinal, com espaço interior de nave única, destacando-se no programa decorativo executado pelo mestre o portal principal e o arco triunfal do templo.
Na década de 40 do século XVI a direcção das obras de reconstrução da matriz passou para o arquitecto Diogo de Castilho, autor das edificações de vários colégios universitários edificados na cidade de Coimbra durante a reforma de Frei Brás de Braga. Da autoria do mestre biscainho é a capela-mor e a abóbada de nervuras que a cobre.
Em 1543 foi executado o retábulo do altar-mor, um tríptico que apresenta no painel central a representação de Nossa Senhora da Graça, padroeira da igreja, tendo como volantes a Conversão de São Paulo e a Queda de Simão Magno. Esta obra, da autoria de Gregório Lopes, foi mandada executar por D. Afonso de Lencanstre, comendador de Ega, representado como o cavaleiro ajoelhado junto à Virgem na composição central do conjunto (Idem, ibidem, pp. 201-202).
Terá sido nesta época que foram executadas as pinturas a fresco quinhentistas que decoram o arco triunfal e a zona fundeira dos altares laterais, descobertas na década de 40 do século XX sob o revestimento azulejar seiscentista (Idem, ibidem).
Catarina Oliveira
IPPAR/2005
Imagens
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Igreja Matriz de Ega - Fachada principal e escadaria de acesso ao adro
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Igreja Matriz de Ega - Interior: arco triunfal e capela-mor
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Igreja Matriz de Ega - Fachada lateral Norte: porta travessa
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Igreja Matriz de Ega - Fachada principal (DGEMN, 1954)
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Igreja matriz de Ega - Fachada principal: portal manuelino (DGEMN, 1967)
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Igreja matriz de Ega - Interior: nave e capela-mor (DGEMN, 1967)
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Igreja matriz de Ega - Fachada principal: portal manuelino (DGEMN, 1947)
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Igreja matriz de Ega - Fachada lateral Norte: porta travessa (DGEMN, 1954)
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Igreja matriz de Ega - Interior: nave, capela-mor e retábulos colaterais (DGEMN, 1954)
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Igreja matriz de Ega - Interior: retábulo colateral do lado do Evangelho (DGEMN, 1954)
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Igreja matriz de Ega - Interior: retábulo colateral do lado da Epístola (DGEMN, 1954)
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Igreja matriz de Ega - Interior: arco triunfal e capela-mor (DGEMN, 1954)
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Igreja matriz de Ega - Interior da capela-mor: abóbada de nervuras (DGEMN, 1954)
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Igreja matriz de Ega - Interior: capela lateral do lado da Epístola (DGEMN, 1954)
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Igreja matriz de Ega - Interior de capela lateral: abóbada do tecto (DGEMN, 1954)
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Igreja Matriz de Ega - Fachada principal: portal manuelino
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Igreja Matriz de Ega - Fachada principal: torre sineira
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Igreja Matriz de Ega - Fachada principal
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Igreja Matriz de Ega - Fachada principal
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Igreja Matriz de Ega - Fachada lateral Sul: corpo de capela lateral
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Igreja Matriz de Ega - Fachada lateral Norte
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Igreja Matriz de Ega - Torre Sineira: remate com sineiras e relógio
Bibliografia
Título
A arquitectura de Coimbra na transição do Gótico para a Renascença
Local
Coimbra
Data
1982
Autor(es)
DIAS, Pedro
Título
As grandes edificações, História da Arte Portuguesa, vol. II, pp.11-113
Local
Lisboa
Data
1995
Autor(es)
PEREIRA, Paulo
Título
Dicionário Histórico e Documental dos Arquitectos, Engenheiros e Construtores Portugueses
Local
Lisboa
Data
1988
Autor(es)
VITERBO, Francisco M. de Sousa
Título
A Arquitectura do Renascimento em Portugal
Local
Lisboa
Data
1986
Autor(es)
HAUPT, Albrecht
Título
Manuelino. À descoberta da arte do tempo de D. Manuel I
Local
Lisboa
Data
2002
Autor(es)
DIAS, Pedro
Título
História da Arte em Portugal, vol. 5 - o Manuelino
Local
Lisboa
Data
1986
Autor(es)
DIAS, Pedro
Título
Condeixa-a-Nova
Local
Coimbra
Data
1983
Autor(es)
CONCEIÇÃO, Augusto dos Santos
Título
A arquitectura manuelina
Local
Vila Nova de Gaia
Data
2009
Autor(es)
DIAS, Pedro
