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Pelourinho de Buarcos - detalhe

Designação

Designação

Pelourinho de Buarcos

Outras Designações / Pesquisas

Pelourinho de Baixo / Pelourinho de Buarcos (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Pelourinho

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Coimbra / Figueira da Foz / Buarcos e São Julião

Endereço / Local

Rua Goltz de Carvalho (antiga Rua Direita)
Buarcos

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 23 122, DG, I Série, n.º 231, de 11-10-1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA

ZEP

Portaria n.º 337/2011, DR, 2.ª série, n.º 27, de 8-02-2011 (sem restrições) (ver Portaria)
Despacho de homologação de 23-06-2010 do Secretário de Estado da Cultura
Parecer favorável de 15-07-2009 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P.
Proposta de 15-09-2008 da DRC do Centro para a ZEP da Fortaleza de Buarcos, da Capela de Nossa Senhora da Conceição e do Pelourinho de Buarcos

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Buarcos, actual freguesia da Figueira da Foz, é localidade muito antiga, e chegou a ser concelho. Este porto de mar é pela primeira vez mencionado no primeiro testamento de D. Afonso Henriques, datado de 1143, onde o monarca doa ao Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra uma parte da zona alta da povoação, sendo a outra parte já pertença do cenóbio. Toda a região interior se viria a denominar Redondos, enquanto Buarcos compunha a zona baixa, junto ao mar, então na posse da Sé de Coimbra. A pequena vila piscatória acabou por ser doada ao Mosteiro de Santa Cruz em 1206, pelo bispo D. Pedro Soares, ficando os frades crúzios na posse de todo o território. Buarcos teve primeiro foral em 1342, dado por D. Afonso IV. Em 1411, a vila e o seu castelo foram doados a D. Pedro, duque de Coimbra, e em 1466 D. Afonso V entrega-a ao seu filho, o Príncipe D. João II. Seguiu-se, em 1516, um foral manuelino. Com a elevação da Figueira da Foz a vila, em 1771, Buarcos perde a sua autonomia, sendo em 1794 acrescentada com a já mencionada vila de Redondos, e denominando-se então Buarcos e Redondos.
O pelourinho de Buarcos, que ainda hoje se levanta na antiga Rua Direita, no centro da povoação, não foi construído imediatamente após a doação do foral quinhentista, como se pode depreender da sua tipologia. É quase idêntico ao de Redondos, cujo topónimo já não existe, pelo que os dois monumentos convivem a curta distância na mesma freguesia. Pela mesma razão, o de Buarcos é também conhecido por "pelourinho de baixo", por oposição ao seu par, situado na parte alta ou interior.
A plataforma sobre a qual se ergue o conjunto é constituída por três degraus muito desgastados, sendo o térreo circular, e os dois superiores octogonais, com faces côncavas e rebordo boleado. O fuste é cilíndrico e liso, com pequena base circular, seguida de um anel pouco saliente, que se repete a curta distância do topo. O capitel é dórico, formado por equino e ábaco, que por sua vez forma a base do remate. O remate consta de um prisma rectangular, encimado por uma cúpula entre quatro pequenos pináculos bojudos, a rematar os ângulos do prisma. Uma das faces do prisma está decorada com o antigo brasão de Buarcos.
O conjunto encontra-se bastante desgastado, seguramente pela proximidade de mar, uma vez que o pelourinho é em calcário, pedra naturalmente branda e porosa. O pelourinho não possui qualquer data, mas no vizinho pelourinho de Redondos está inscrito o ano de 1561, data que parece apropriada para situar o levantamento de ambos. SML

Imagens

Bibliografia

Título

Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral

Local

Lisboa

Data

1997

Autor(es)

MALAFAIA, E. B. de Ataíde