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Capela da Senhora da Redonda, também denominada «Capela de Nossa Senhora da Redonda» - detalhe

Designação

Designação

Capela da Senhora da Redonda, também denominada «Capela de Nossa Senhora da Redonda»

Outras Designações / Pesquisas

Capela da Senhora da Redonda / Capela de Nossa Senhora da Redonda(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Capela

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Portalegre / Nisa / Alpalhão

Endereço / Local

-- a 2,100 km da EM 1004, a 2 km de Alpalhão e próximo da ribeira de Sor
-

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 67/97, DR, I Série-B, n.º 301, de 31-12-1997 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A construção desta capela, situada junto à Ribeira de Sor, remonta, ao que tudo indica, à centúria de Quinhentos. A data de 1564, presente na pintura da abóbada de nervuras que cobre a capela-mor, assim como a própria abóbada, com cinco bocetes entre os quais se destaca o principal, de maiores dimensões, têm sido considerados os elementos mais antigos e que não foram objecto de intervenções posteriores.
A capela é, na generalidade, um edifício quinhentista, embora com uma importante campanha de obras do século XVIII, que lhe imprimiu uma outra dinâmica, de cariz barroco, mais evidente no interior.
A fachada principal, em empena, forma uma galilé (com banco a percorrer o seu perímetro) aberta por um arco de volta perfeita, com impostas salientes, sobrepujado pelo janelão rectangular do coro. O portal principal, de frontão ondulado, é ladeado por duas janelas gradeadas. Todo o conjunto deverá ter sido objecto de alterações aquando da intervenção setecentista (KEIL, 1941).
No interior, a nave articula-se com a capela-mor através de um arco de volta perfeita, com sanefa de talha dourada e policromada rococó. O retábulo-mor, em alvenaria, é formado por pilastras e coluna torsa, que suportam as arquivoltas, abrindo-se, ao centro, a tribuna com trono em mármore e a imagem de Nossa Senhora.
O tecto, original, foi decorado, entre as nervuras, por figuras de animais (leões, grifos, entre outros), ostentando a data de 1564 e as primeiras palavras da Ave Maria. De meados do século XVIII são os painéis de azulejo que revestem os panos murários da capela-mor, azuis e brancos e de fabrico lisboeta. A iconografia mariana é bastante comum, encontrando-se representados a Visitação, a Adoração dos Pastores, a Apresentação no Templo e a Circuncisão, associados à respectiva inscrição em latim, num jogo de intertextualidades que tinha por objectivo assegurar o correcto entendimento das cenas ilustradas.
De acordo com a tradição, esta capela era objecto de uma romaria bastante popular na região, realizada na segunda-feira após a Páscoa.
(Rosário Carvalho)

Imagens

Bibliografia

Título

Inventário Artístico de Portugal - vol. I (Distrito de Portalegre)

Local

Lisboa

Data

1943

Autor(es)

KEIL, Luís

Título

Azulejaria em Portugal no século XVIII

Local

Lisboa

Data

1979

Autor(es)

SIMÕES, J. M. dos Santos

Título

Monografia da Notável Vila de Nisa

Local

Sintra

Data

1956

Autor(es)

FIGUEIREDO, José Francisco