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Sete arcas tumulares românicas existentes no adro da igreja matriz da sede do concelho - detalhe

Designação

Designação

Sete arcas tumulares românicas existentes no adro da igreja matriz da sede do concelho

Outras Designações / Pesquisas

Sete arcas tumulares românicas existentes no adro da igreja matriz de Mesão Frio / Igreja Paroquial de Mesão Frio / Igreja de São Nicolau(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Túmulo

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Vila Real / Mesão Frio / Mesão Frio (Santo André)

Endereço / Local

- no adro da Igreja de São Nicolau, matriz de Mesão Frio
Mesão Frio

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 34 452, DG, I Série, n.º 59, de 20-03-1945 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O conjunto dos sete túmulos que se encontram encostados às paredes do átrio da Igreja paroquial de S. Nicolau de Mesão Frio, reveste-se de particular interesse, embora não tivesse despertado a atenção da maior parte dos autores que, ao longo do século XX, escreveram sobre a tumulária medieval portuguesa. São referidos pela primeira vez na Memória Histórica do Concelho de Mesão Frio (1866), da autoria de Álvaro Maria de Fornelos, e foram posteriormente estudados por Armando de Matos em "Arqueologia Artística", Museu, vol. IV, n.º 8, 1945.
Os referidos túmulos são constituídos por arcas sepulcrais e tampas rectangulares, esculpidos, a maior parte deles, em três faces, o que revela que foram concebidos para serem encostados a uma parede. É provável que originalmente estivessem colocados no nartex ou galilé e que posteriormente tivessem sido trasladados para o lugar actual.
Destacam-se dois dos exemplares pelos temas iconografados. Num deles, ainda podemos ver, enquadrada numa moldura pétrea, a representação de dois cavaleiros montados nos seus corcéis, avançando um contra o outro, com as mãos direitas levantadas e segurando espadas de lâminas curtas e pomos visíveis, enquanto que, com as mãos esquerdas, seguram pequenos escudos. Esta cena de batalha, ou justa, tem ao centro uma flor-de-lis e nos dois cantos superiores vieiras. Este último aspecto tanto pode estar relacionado com elementos heráldicos que integravam o brasão de armas do inumado, como ser uma referência ao santuário de peregrinação mais conceituado na época - Santiago de Compostela. Na tampa, releva-se apenas um pentalfa, elemento apotropaico, frequentemente repetido nos túmulos românicos nacionais, como são exemplos os do Museu Arqueológico de Barcelos.
O outro túmulo, muito desgastado como os restantes cinco, salienta-se pela presença de arcarias flor-de-lisadas e um leão muito bem desenhado.

Carla Varela Fernandes, 2003

Imagens