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Igreja e mosteiro de Tibães, fontes e construções arquitectónicas da respectiva quinta - detalhe

Designação

Designação

Igreja e mosteiro de Tibães, fontes e construções arquitectónicas da respectiva quinta

Outras Designações / Pesquisas

Conjunto formado pelo Cruzeiro, Igreja e Mosteiro de Tibães, Fontes e construções Arquitectónicas da Quinta de Tibães / Mosteiro de Tibães / Aqueduto do Mosteiro de Tibães (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt) / Igreja e Mosteiro de Tibães (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt) / Cerca do Mosteiro de Tibães (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Mosteiro

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Braga / Braga / Mire de Tibães

Endereço / Local

Largo do Mosteiro de São Martinho de Tibães
Mire de Tibães

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

(A designação só será alterada aquando da publicação do decreto)
Parecer favorável de 12-09-2018 mas com a proposta de redenominação para Mosteiro de São Martinho de Tibães
Proposta de 30-10-2017 da DRC do Norte para a ampliação, a reclassificação como MN e a redenominação para Mosteiro de Tibães
Anúncio n.º 58/2015, DR, 2.ª série, n.º 67, de 7-04-2015 (divulga a intenção de ampliar a classificação, de forma a abranger todo o mosteiro, incluindo a cerca, tendo em vista a sua eventual reclassificação como MN e a redenominação para Mosteiro de Tibães) (ver Anúncio)
Despacho de 5-02-2015 do diretor-geral da DGPC a determinar a abertura do procedimento de ampliação da classificação, eventual reclassificação para MN e redenominação
Proposta de 26-01-2016 da DRC do Norte para ampliação da classificação, alteração para MN e alteração da designação para "Mosteiro de Tibães"
Despacho de 4-06-2013 do subdiretor-geral da DGPC a devolver o processo à DRC do Norte, para reanálise, atendendo a que não faz sentido manter classificados apenas os elementos dispersos, procedendo à reclassificação (alteração da categoria) e redenominação, pelo que deverá ser ponderado elaborar igualmente proposta de ampliação da classificação a todo o Mosteiro, incluindo a cerca, alargando, em consequência, a ZEP existente
Proposta de 22-01-2013 da DRC do Norte para a reclassificação como MN, com a designação de "Mosteiro de Tibães"
Despacho de homologação de 26-08-1987 da Secretária de Estado da Cultura
Parecer de 13-08-1987 do Conselho Consultivo do IPPC a propor a alteração da designação da classificação para "Igreja e Mosteiro, Cerca, Cemitério, Cruzeiro, fontes, construções arquitectónicas da respectiva quinta"
Decreto n.º 33 587, DG, I Série, n.º 63, de 27-03-1944 (ver Decreto)

ZEP

Parecer de 12-10-2018 da SPAA do CNC a propor a alteração
Proposta de alteração de 30-10-2017 da DRC do Norte
Portaria n.º 736/94, DR, I Série-B, n.º 187, de 13-08-1994 (com ZNA) (ver Portaria)
Despacho de homologação de 26-08-1987 da Secretária de Estado da Cultura
Parecer de 13-08-1987 do Conselho Consultivo do IPPC a propor a alteração da ZEP
Portaria de 20-09-1949, publicada no DG, II Série, n.º 242, de 18-10-1949

Zona "non aedificandi"

Portaria n.º 736/94, DR, I Série-B, n.º 187, de 13-08-1994
Portaria de 20-09-1949, publicada no DG, II Série, n.º 242, de 18-10-1949

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O Mosteiro de São Martinho de Tibães foi fundado na segunda metade do século XI e recebeu Carta de Couto em 1110 por D. Henrique e D. Teresa. Ao longo da Baixa Idade Média o Mosteiro tornou-se detentor de um vasto património. Recebeu obras de ampliação entre 1530 e 1550 por acção do abade Comendatário D. António de Sá. Em 1567 transformou-se na Casa-Mãe da Congregação de São Bento em Portugal e no Brasil e na primeira metade do século XVII, dada a decadência das antigas construções e o afluxo de meios proporcionados pela Congregação, deu-se início à grande campanha de que resultou o conjunto que hoje existe.
Começando pela igreja, erigida entre 1628 e 1661, no local do templo românico, reorganizou-se o Claustro do Refeitório e construi-se o Claustro do Cemitério. Até 1700 levantaram-se as alas conventuais, que incluíam Portaria, Recibo, Dormitório, Hospedaria, Sala do Capítulo e Livraria.
A igreja é um dos templos mais grandiosos do país e um dos maiores marcos da arte barroca. O início das obras filia-se ainda numa corrente maneirista, mas o Barroco haveria de triunfar nas numerosas obras desenvolvidas ao longo da segunda metade do século XVII e todo o século XVIII. Nela trabalharam arquitectos como Manuel Álvares e André Soares, e o estaleiro do Mosteiro foi mesmo um centro de aprendizagem de onde irradiaram mestres, escultores e imaginários para todo o Norte do país.
Vendido em hasta pública em 1864, o Mosteiro de Tibães e toda sua cerca de 40 h, tiverem um uso predominantemente agrícola, mantendo-se a igreja e o claustro em uso paroquial. Em 1894, um incêndio destruiu o claustro do refeitório, refeitório e o capítulo e dormitórios conventuais. Já no século XX, o progressivo abandono a que esteve sujeito fez alastrar a ruína para as áreas do antigo coristado e noviciado, cozinhas, fornos e adegas. Em 1986 passou para propriedade do Estado. O conjunto tem vindo a ser intervencionado de forma gradual e através de medidas que integram ou reintegram funções antigas (caso da Casa Paroquial). Na actualidade, para além de continuar com alguns espaços em uso partilhado com a paróquia, como a igreja e o claustro, prevê-se a refundação de uma comunidade religiosa, a criação do Museu (...) e a viabilização de um Centro de Informação sobre Ordens Monásticas e Jardins Históricos, tendo em conta a importância do Mosteiro na "rota beneditina" portuguesa.
Paulo Oliveira / Mosteiro de São Martinho de Tibães

Imagens

Bibliografia

Título

As mais belas igrejas de Portugal, vol. I

Local

Lisboa

Data

1988

Autor(es)

GIL, Júlio

Título

São Martinho de Tibães. Um sítio onde se fez um mosteiro. Ensaio em Arqueologia da Paisagem e da Arquitectura

Local

Lisboa

Data

2005

Autor(es)

FONTES, Luís

Título

O processo de extinção do Mosteiro de São Martinho de Tibães, Património - Estudos, nº7, pp.101-111

Local

Lisboa

Data

2004

Autor(es)

MATA, Aida Maria Reis da, OLIVEIRA, Paulo João da Cunha

Título

Sanctus Benedictus. São Bentinho

Local

Braga

Data

2004

Autor(es)

AA.VV.

Título

Imagens de um trabalho. Tibães Igreja

Local

Braga

Data

2002

Autor(es)

AA.VV.

Título

Experiências portuguesas em Arqueologia da Arquitectura, Revista Estudos / Património, nº9, pp.44-55

Local

Lisboa

Data

2006

Autor(es)

FONTES, Luís Fernando de Oliveira

Título

Miguel Fernandes, Mestre Pedreiro de Rendufe, Alpendurada e Tibães (1716-1731), Revista Estudos / Património, nº9, pp.159-171

Local

Lisboa

Data

2006

Autor(es)

OLIVEIRA, Paulo João da Cunha