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Sítio Arqueológico do Castelo de Alfeizerão - detalhe

Designação

Designação

Sítio Arqueológico do Castelo de Alfeizerão

Outras Designações / Pesquisas

Ruínas dos Panos da Muralha do Castelo de Alfeizerão / Castelo de Alfeizerão(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Militar / Muralha

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Leiria / Alcobaça / Alfeizerão

Endereço / Local

-- -
Alfeizerão

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como SIP - Sítio de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 280/2014, DR, 2.ª série, n.º 82, de 29-04-2014 (sem restrições) (ver Portaria)
Anúncio n.º 1371/2012, DR, 2.ª série, n.º 223, de 19-11-2012 (ver Anúncio)
Despacho de homologação de 12-09-1974 do Secretário de Estado dos Assuntos Culturais e Investigação Científica
Parecer de 21-06-1974 da JNE a propor a classificação como IIP

ZEP

Despacho de 3-03-2014 do diretor-geral da DGPC a determinar a revisão da proposta
Anúncio n.º 1371/2012, DR, 2.ª série, n.º 223, de 19-11-2012 (ver Anúncio)
Parecer favorável de 29-02-2012 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Nova proposta de 8-02-2012 da DRC de Lisboa e Vale doTejo para a fixação de uma ZEP individual
Parecer favorável de 31-10-2007 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P.
Parecer favorável de 26-06-2007 do IPA
Proposta de 19-01-2007 da DRC de Lisboa e Vale doTejo para fixação da ZEP conjunta das Ruínas dos Panos da Muralha do Castelo de Alfeizerão e do Pelourinho de Alfeizerão

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O que resta do castelo de Alfeizerão não foi ainda objecto de um estudo monográfico rigoroso, devidamente acompanhado pelo contributo arqueológico. A relevância estratégica da localidade no nascente reino de Portugal, em expansão para Sul perto dos meados do século XII, certamente determinou um fenómeno de militarização da zona, que constituía um dos escassos portos de abrigo da revolta costa atlântica a Norte de Lisboa. Com efeito, a cerca de 3 Km situa-se a localidade de São Martinho do Porto e o castelo é o principal ponto defensivo entre Peniche e a Nazaré, dispondo, aparentemente, de um pequeno porto de abrigo.
O castelo implantou-se numa colina dominante sobre a costa e uma extensão de terra interior, a cerca de 45 metros de altitude. Apesar da destruição maciça da estrutura, resta parte de um pano de muralha, composto por aparelho isódomo, que ligava dois torreões semicirculares, de volumetria original desconhecida. Aparentemente, o recinto seria de planta quadrangular, defendido por oito torreões e integrava torre de menagem isolada no pátio, ligeiramente descentrada para o lado nascente (voltado a terra).
Escasseiam as referências à vida do castelo durante a Baixa Idade Média, mas o seu declínio está relativamente documentado, acompanhando o progressivo assoreamento do porto. No século XVI, este entreposto marítimo tinha ainda a capacidade para albergar 80 navios de grande porte, mas os séculos seguintes foram marcados por uma progressiva decadência. Em 1755, o terramoto destruiu parte da fortaleza, que não voltou a ser reconstruída, sintoma evidente da perda de importância do local em termos militares. Em meados do século XX, o que dele restava estava na posse de privados e, em 1973, procedeu-se a uma primeira abordagem arqueológica ao conjunto, que não teve, contudo, continuidade.
PAF

Imagens