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Edifício da Geradora, incluindo toda a maquinaria e acessórios existentes - detalhe

Designação

Designação

Edifício da Geradora, incluindo toda a maquinaria e acessórios existentes

Outras Designações / Pesquisas

Complexo da Levada / Edifício da Geradora (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Edifício

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Santarém / Tomar / Tomar (São João Baptista) e Santa Maria dos Olivais

Endereço / Local

Rua João Everard
Tomar

Proteção

Situação Actual

Em Vias de Classificação

Categoria de Protecção

Em Vias de Classificação (Homologado como IIP -...

Cronologia

Em reunião realizada em setembro de 2014 na DGPC, o presidente da CM de Tomar expressou o intuito de instruir e apresentar uma proposta de classificação do conjunto patrimonial da Levada, que incluiria o Edifício da Geradora
Em 13-02-2007 foi solicitado à CM de Tomar que se pronunciasse sobre a proposta
Proposta de 4-09-2006 do Departamento de Estudos do IPPAR para a classificação de todo o Conjunto Industrial da Levada de Tomar
Parecer favorável de 4-06-1996 da CM de Tomar, após deliberação camarária de 15-05-1996
Edital de 19-07-1979 da CM de Tomar
Despacho de homologação de 16-05-1979 do Secretário de Estado da Cultura
Parecer de 10-05-1979 da COISPCN a propor a classificação como IIP do Edifício da Geradora, incluindo toda a maquinaria e acessórios existentes
Edital n.º 156 de 21-12-1978 da CM de Tomar
Em 13-11-1978 a DGPC informou a CM de Tomar de que o edifício estava em vias de classificação
Proposta de 23-08-1978, de membro nomeado pelo Secretário de Estado da Cultura para montagem de um Museu Indiustrial, para classificação do edifício e da maquinaria do "Edifício da Geradora", onde foi instalada a primeira geradora da cidade de Tomar

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Erguida nas margens do rio Nabão, Tomar desempenhou papel central no desenrolar dos principais acontecimentos políticos registados no actual território português, especialmente com a sua conquista aos mouros, em 1147, por D. Afonso Henriques (1109-1185), que a doaria à Ordem dos Templários, em 1159, conferindo-lhe foral D. Gualdim Pais, em 1162, até que, em 1312, e por decisão do Papa João XXII (1249?-1334), a Ordem seria extinta, fundando-se, então, a Ordem Militar de Cristo, a mesma que se fixaria no castelo da localidade de Tomar, elevada a cidade apenas em 1844, sendo que "[...] o interesse da cidade reside quase exclusivamente no valor excepcional da sua arte, que cobre um largo período [...]." (Guia de Portugal, p. 455-456).
De entre as inúmeras edificações antigas existentes em Tomar, sobressai o "Edifício da Geradora incluindo máquinas e acessórios", pela relevância que assumiu no desenvolvimento económico da cidade no limiar de novecentos, após abertura de concurso para instalação eléctrica na cidade, uma necessidade crescentemente urgente, em especial perante as unidades fabris nela erguidas (. GUIMARÃES, M. da S., 1976).
Aceite a proposta apresentada por "Cardoso, Dargent e C.ª" (subsidiária da firma "L. Dargent", fundada em 1897), iniciou-se, nesse mesmo ano (1900), nos terrenos do "Lagar de Pedro d'Évora e calhas", na margem esquerda da Levada ou Açude dos Frades, junto ao Rio Nabão, a construção da futura Central Eléctrica.A mesma que seria, ademais, rapidamente adquirida pela firma "Jean Bourdain e C.ª", para, passados apenas quatro anos, ser vendida a Manuel Mendes Godinho, personalidade de grande envergadura local e, até, nacional, pois a ele se deveu, por exemplo, a laboração, em 1912, da fábrica de moagens "A Portugália", assim como a compra, em 1913, dos restantes lagares e moinhos da Ribeira da Vila, formando, assim, o maior complexo industrial do concelho tomarense.
De planta rectangular e cobertura de duas águas, o edifício da Central ostenta, no seu alçado principal, sete janelões de verga em arco abatido, encerrando um único compartimento, ao longo do qual se alinham turbinas, nomeadamente de tipo Francis (de "reacção", uma vez que o escoamento na zona da roda se realiza a uma pressão inferior à atmosférica), de 90 CV., ligada a dínamos "Anne-Giesecken" e montada em 1924, três anos antes da instalação do motor diesel Winterthur (fabricado na Suíça). Entretanto, 1944 assistiu à montagem da turbina tipo hélice, de 130 CV., a qual, à semelhança da anterior - tipo Francis -, poderia ser de igual modo instalada em caixa armada. Esta turbina encontrava-se, por sua vez, acoplada a um alternador da firma O. Meyer e C.ª, Ateliers de Construction Soleurre (Suíça).
Quando, no final de 1950, clausulou a concessão da distribuição de energia à cidade - inicialmente iluminada por cento e cinquenta lâmpadas de dezasseis velas -, a Central Eléctrica passou a funcionar, em exclusivo, para as unidades fabris de M. M. Godinho (vide supra).
[AMartins]

Imagens

Bibliografia

Título

Tomar: História e Geografia Humanas no tempo e no espaço, Arqueologia na Região de Tomar, pp.13-25

Local

Tomar

Data

1985

Autor(es)

PONTE, Salete da

Título

A cidade: memórias e sobrevivências históricas, Boletim Cultural da Câmara Municipal de Tomar

Local

Tomar

Data

1993

Autor(es)

PONTE, Salete da

Título

História de Tomar

Local

Tomar

Data

1982

Autor(es)

ROSA, Amorim

Título

Tomar

Local

Lisboa

Data

1994

Autor(es)

FRANÇA, José-Augusto

Título

Tomar, Tesouros Artísticos de Portugal

Local

Lisboa

Data

1976

Autor(es)

ALMEIDA, José António Ferreira de

Título

Guia de Portugal. Estremadura, Alentejo, Algarve.

Local

Lisboa

Data

1924

Autor(es)

PROENÇA, Raul

Título

História de uma fábrica - a Real Fábrica de Fiação de Tomar

Local

Santarém

Data

1976

Autor(es)

GUIMARÃES, Manuel da Silva

Título

Imagens de Tomar : Roteiro Histórico

Local

Tomar

Data

1990

Autor(es)

PONTE, Salete da, VELOSO, Carlos