Edifício em Queijas, conhecido por «Vila Cacilda» ou «Casa de D. Miguel» - detalhe
Designação
Designação
Edifício em Queijas, conhecido por «Vila Cacilda» ou «Casa de D. Miguel»
Outras Designações / Pesquisas
Vila Cacilda / Edifício em Queijas / Casa de D. Miguel / Vila Cacilda (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Categoria / Tipologia
Arquitectura Civil / Edifício
Inventário Temático
-
Localização
Divisão Administrativa
Lisboa / Oeiras / Carnaxide e Queijas
Endereço / Local
Rua António Costa Macedo
Queijas
- Quinta do Bonfim
Queijas
Número de Polícia: 2-2C
Proteção
Situação Actual
Classificado
Categoria de Protecção
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público
Cronologia
Decreto n.º 5/2002, DR, I Série-B. n.º 42, de 19-02-2002 (ver Decreto)
Edital N.º 488/99 de 18-10-1999 da CM de Oeiras
Despacho de homologação de 5-05-1999 do Ministro da Cultura
Despacho de homologação de 22-10-1980
Parecer de 10-10-1980 da Comissão ad hoc do IPPC a propor a classificação como IIP, atendendo a que o imóvel como que constitui o único exemplar ainda existente do antigo aglomerado, estando os painés existentes "colados" à arquitetura interior do imóvel
Despacho de concordância de 23-04-1980 do Secretário de Estado da Cultura
Parecer de 10-04-1980 da COISPCN a propor que o imóvel não seja classificado e que os azulejos sejam retirados para um local que assegure a sua conservação
Proposta da Comissão de Moradores de Queijas para a classificação como IIP, por ser suporte de um notável conjunto de azulejos do século XVIII
ZEP
-
Zona "non aedificandi"
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Abrangido em ZEP ou ZP
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Abrangido por outra classificação
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Património Mundial
-
Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
A Vila Cacilda, também denominada Casa de D. Miguel, é tradicionalmente reconhecida como a casa onde este monarca se instalava aquando das suas deslocações a Queijas para caçadas, ou por ter funcionado como escala nas suas viagens entre Lisboa e Queluz (SIMÕES, 1979, p. 316).
A edificação do imóvel remonta, certamente, ao século XVIII, sendo o conjunto azulejar mais antigo datável da década de 1740. De planta rectangular, desenvolve-se em dois pisos, e a fachada principal é marcada, no piso térreo, pela abertura de três portas a que corresponde, no andar superior, igual número de janelas com moldura.
No interior, e a contrastar com a depuração externa, encontra-se um conjunto de azulejos barrocos e pombalinos. No piso térreo, que se pensa corresponder a uma antiga capela, são parcialmente visíveis os painéis azuis e brancos, de cerca de 1740, com cenas do Cântico dos Cânticos (IDEM, p. 316). No andar nobre, alguns dos compartimentos exibem revestimentos azulejares com representações de paisagens e cenas galantes, datáveis da primeira metade de Setecentos e outros já de características rococó e neoclássicas. (IDEM, p. 317).
Bibliografia
Título
Azulejaria em Portugal no século XVIII
Local
Lisboa
Data
1979
Autor(es)
SIMÕES, J. M. dos Santos
