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Palácio Belmonte - detalhe

Designação

Designação

Palácio Belmonte

Outras Designações / Pesquisas

Pátio de D. Fradique (de Cima) / Palácio Belmonte / Pátio de D. Fradique(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Palácio

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Lisboa / Santa Maria Maior

Endereço / Local

Travessa do Funil
Lisboa

Número de Polícia: 8, 10 e 12-13

Largo do Contador-Mor
Lisboa

Número de Polícia: 8-16

Rua dos Cegos
Lisboa

Número de Polícia: 44

Pátio de Dom Fradique
Lisboa

Número de Polícia: 5-8, 10, 11 e 13-17

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 5/2002, DR, I Série-B. n.º 42, de 19-02-2002 (ver Decreto)
Edital N.º 87/97 de 14-10-1997 da CM de Lisboa
Despacho de homologação de 1-08-1997 do Ministro da Cultura
Despacho de concordância de 25-07-1997 do vice-presidente do IPPAR
Parecer de 25-03-1997 do Conselho Consultivo do IPPAR a propor a classificação como IIP do Palácio Belmonte, incluindo os azulejos e todos os elementos decorativos que dele fazem parte integrante, bem como os pátios e edifícios confinantes
Parecer favorável de 13-11-1995 da CM de Lisboa
Em 29-09-1995 foi dado conhecimento do despacho à proponente e à CM de Lisboa
Despacho de abertura de 27-04-1995 do presidente do IPPAR
Proposta de de 17-04-1995 da DR de Lisboa para a abertura da instrução de processo de classificação
Proposta de classificação de 10-03-1995 da proprietária

ZEP

Despacho de 18-10-2011 do diretor do IGESPAR, I.P. a concordar com o parecer e a devolver o processo à DRC de Lisboa e Vale do Tejo para apresentar propostas de ZEP individuais, ou conjuntas nos casos em que tal se justifique
Parecer de 10-10-2011 da SPA do Conselho Nacional de Cultura a propor o arquivamento
Proposta de 22-08-2006 da DR de Lisboa para a ZEP conjunta do Castelo de São Jorge e restos das cercas de Lisboa, Baixa Pombalina e imóveis classificados na sua área envolvente

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Data de 1449 a compra de algumas casas com o seu quintal, situadas num recanto formado pelos muros da Porta de Santa Maria da Alcáçova e pela muralha da cidade (Cerca Velha), por Brás Afonso Correia. Brás Correia, que viria a ser do concelho de D. Manuel e seu corregedor em Lisboa, ainda ampliou a propriedade com mais alguns terrenos, e constituiu-a em cabeça do Morgado do Castelo, herdado por seu neto Jorge de Figueiredo. Um bisneto deste, Rui de Figueiredo, senhor do morgado da Ota, veio a transformar as casas numa moradia apalaçada, na segunda metade do século XVII, que é presentemente o mais antigo palácio da cidade. Em 1684, o filho de Rui de Figueiredo, Pedro de Figueiredo de Alarcão, 2º senhor do morgado da Ota, comprou a D. Luís Manuel de Távora, Conde de Atalaia, todas as construções e terreno do vizinho pátio de Baixo, ou pátio de Dom Fradique. O pátio era assim denominado após D. Fradique Manoel, senhor de Tancos e Atalaia e fidalgo da corte de D. Manuel, de quem D. Luís de Távora descendia. Em 1727, a propriedade passa para a posse de Rodrigo António Figueiredo de Alarcão, filho do 2º Morgado da Ota, e deste para a de sua irmã. Assim chegou, em 1805, à posse de D. Vasco da Câmara, alcaide-mor de Belmonte, que viria a ser 1º conde de Belmonte, e a cuja família o palácio pertencerá até meados do século XX.
Ao longo do século XIX, funcionou como colégio, hospital provisório, e comissariado da Polícia. O conjunto, situado na zona de protecção da cerca do Castelo de São Jorge e integrando ainda parte da sua estrutura, foi recentemente remodelado, convertendo-se em unidade hoteleira. Integra ainda o Pátio de Dom Fradique de Cima, e o Arco de Dom Fradique, que liga os bairros de Alfama e do Castelo e atravessa o edifício, com serventia pública de passagem. O pátio de Dom Fradique de Baixo, contíguo ao palácio e acessível pelo referido arco, pertence hoje à CML, e encontra-se em total estado de degradação.
A habitação quinhentista era constituída por duas torres rectangulares e uma pentagonal, construídas sobre um troço de muralha romana e um rochedo com c. 40 metros de altura na Cerca Moura de Lisboa. Sofreu uma grande intervenção em 1640, quando foi construído o terraço a E., deitando sobre a cidade e o Tejo, e reformuladas cinco fachadas, ao gosto da época. No século XVIII, depois dos extensos estragos causados pelo terremoto de 1755, foram acrescentadas algumas dependências e renovados os interiores, nomeadamente com um vastíssimo acervo de azulejos assinados pelos artistas Valentim de Almeida e Manuel Santos. O acesso ao palácio faz-se por portal nobre setecentista. Na fachada principal conservam-se ainda as armas dos Figueiredos, que se repetem no andar térreo do terraço. No interior destacam-se os tectos ornamentados, as salas temáticas, e os já referidos painéis azulejares, com muitos painéis historiados. A reconversão aproveitou as antigas estruturas do Palácio, bem como as madeiras e ferros da época e muitos elementos decorativos.
Sílvia Leite / DIDA / IGESPAR, I.P., 29-10-2007

Imagens

Bibliografia

Título

Belmonte (Palácio dos Condes de), in Dicionário da História de Lisboa

Local

Lisboa

Data

1994

Autor(es)

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