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Casa e Quinta de Bonjóia - detalhe

Designação

Designação

Casa e Quinta de Bonjóia

Outras Designações / Pesquisas

Casa e Quinta da Bonjóia(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Quinta

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Porto / Porto / Campanhã

Endereço / Local

Rua da Bonjóia
Porto

Número de Polícia: 185

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 740-FL/2012, DR, 2.ª série, n.º 252 (suplemento), de 31-12-2012 (ver Portaria)
Anúncio n.º 13453/2012, DR, 2.ª série, n.º 185, de 24-09-2012 (ver Anuncio)
Parecer de 9-05-2012 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor a alteração da categoria de classificação para MIP, de acordo com o que tem proposto para casos análogos
Procedimento prorrogado até 31-12-2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Parecer de 29-09-2010 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura. a propor a classificação como CIP
Parecer favorável de 15-07-2009 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P.
Nova proposta de 25-06-2009 da DRC do Norte para a classificação como IIP
Despacho de confirmação de 20-01-1992 do SEC
Após reclamação, novo parecer de 21-11-1991 do Conselho Consultivo do IPPC a propor que se mantenha a homologação
Despacho de homologação de 4-01-1990 da Secretária de Estado da Cultura
Parecer de 4-01-1990 do Conselho Consultivo do IPPC a propor a classificação como IIP
Despacho de abertura de 18-12-1987
Proposta de classificação de 14-12-1981 da Delegação Regional do Norte da SEC

ZEP

Portaria n.º 740-FL/2012, DR, 2.ª série, n.º 252 (suplemento), de 31-12-2012 (sem restrições) (ver Portaria)
Anúncio n.º 13453/2012, DR, 2.ª série, n.º 185, de 24-09-2012 (ver Anuncio)
Parecer favorável de 29-09-2010 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Nova proposta de 6-05-2010 da DRC do Norte
Parecer de 15-07-2009 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P. a propor a alteração da delimitação
Proposta de 25-06-2009 da DRC do Norte

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A designação pela qual a quinta é conhecida - "Bonjóia" - parece confirmar as suas raízes medievais. Com efeito, já nos finais do século XIV registava-se a existência de uma quinta neste local, pertença do Chantre Martim Viegas, cujos descendentes a doaram ao Cabido da Sé do Porto. A partir do século XVI, a quinta conheceu sucessivos foreiros até 1758, altura em que foi adquirida por Lourenço Amorim da Gama Lobo, fidalgo-cavaleiro da Casa Real e ocupando, entre outros cargos, o de prior da Venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo, no Porto, casando com a filha do importante negociante portuense João Antunes Guimarães. Após várias vicissitudes de ordem familiar, a quinta seria vendida, em 1935, ao juiz Abílio Augusto Mendes de Carvalho. A partir de então, o edifício foi objecto de alterações circunstanciais, ao mesmo tempo que se ia degradando, até ser comprada pela Câmara Municipal do Porto, em 1995.
Foi Lourenço da Gama Lobo quem mandou erguer o actual edifício, com risco atribuído pelo investigador Robert C. Smith ao conhecido pintor e arquitecto italiano Nicolau Nasoni (1691-1773), que de modo tão profundo marcou o barroco da cidade do Porto. Na verdade, algumas das linhas e soluções arquitectónicas presentes em três das quintas que mais o celebraram, as da Prelada, de Ramalde e do Freixo, assemelham-se bastante a determinados elementos observados na "Casa de Bonjóia", cuja ala Nascente nunca seria concluída.
Transpondo-se a quinta por um portal encimado com a pedra de armas da família Amorim da Gama Lobo e Magalhães, tem-se acesso ao edifício erguido ao fundo do terreiro. É, no entanto, no alçado Sul que a edificação se reveste de maior monumentalidade. Abrindo sobre um amplo terraço ajardinado, ao qual se acede através de uma escadaria destituída de balaustrada, a fachada apresenta três pisos, apenas possíveis graças ao acentuado desnível do terreno. E é de igual modo deste lado que se vislumbra com maior plenitude o único elemento remanescente da caracterização original do edifício, o torreão rematado com urnas nos cunhais. Mas é também através desta fachada que se desfruta de uma panorâmica privilegiada, quer para o patamar ajardinado aí existente, quer para o Vale de Campanhã emoldurado pelo rio Douro, claramente proporcionada pela sua afirmação volumétrica.
Após a execução de algumas obras de restauro, e depois de ter funcionado como sede da "Fundação para o Desenvolvimento Social do Vale de Campanhã", a Quinta alberga na actualidade a "Fundação para o Desenvolvimento Social do Porto".
[AMartins]

Imagens

Bibliografia

Título

Inventário Artístico de Portugal: Cidade do Porto

Local

Lisboa

Data

1995

Autor(es)

QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho

Título

Nicolau Nasoni, arquitecto do Porto

Local

-

Data

1966

Autor(es)

SMITH, Robert C.

Título

Descrição Topográfica e Histórica da Cidade do Porto

Local

Lisboa

Data

1945

Autor(es)

COSTA, Pe. Rebelo da

Título

Quintas da Zona Oriental

Local

-

Data

-

Autor(es)

-

Título

Campanhã. Estudos Monográficos

Local

Porto

Data

1991

Autor(es)

MEIRELES, Miguel Ferreira, RODRIGUES, Agostinho B. Vieira