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Castelo de Mós - detalhe

Designação

Designação

Castelo de Mós

Outras Designações / Pesquisas

Categoria / Tipologia

Arquitectura Militar / Castelo

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Bragança / Torre de Moncorvo / Mós

Endereço / Local

- -
Mós

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 40 361, DG, I Série, n.º 228, de 20-10-1955 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A primeira ocupação humana da actual região de Mós, em Torre de Moncorvo, teria tido o seu foco no cabeço que fica a Norte da povoação, onde parece ter existido um castro da Idade do Ferro. Nesse mesmo local se veio a erguer o castelo, em data incerta, ainda que se saiba que o primeiro foral de Mós foi concedido por D. Afonso Henriques, em 1162. No reinado seguinte, D. Sancho I menciona, em carta de doação, o já existente Castelo de Mós, novamente referenciado nas Inquirições de 1258, onde também é nomeada a Igreja de Santa Maria de Mós. Ao longo do tempo, e devido essencialmente ao progressivo despovoamento da região, que já se fazia sentir no século XIV, a cerca foi-se deteriorando. Em finais do século XVII, o Padre Carvalho da Costa adianta que na vila de Mós se via hum aruinado castello, com sua cisterna, testemunhos de uma grandeza passada que já não existia. Hoje em dia, restam apenas as ruínas de alguns troços da muralha, em parte resultantes de obras de restauro do século XX.
O castelo possuía planta de formato sensivelmente oval, adaptada à morfologia da elevação onde se implanta. A cerca era de pequena dimensão, justificando a afirmação constante da doação do termo de Mós ao concelho de Torre de Moncorvo por D. Fernando, em 1372, onde se pode ler que o povoado não se defendia nem podia defender por si. A porta principal da muralha, aparelhada no xisto miúdo da região, rasga-se no pano a Sul, lado para onde se desenvolveu a povoação extra-muros. Diante desta porta fica um pequeno largo, onde se ergue a antiga Casa da Câmara e o pelourinho de Mós, e a partir do qual se definem os principais eixos viários da localidade. A já citada Igreja de Santa Maria levanta-se na direcção contrária, anexa ao lado Norte da cerca, e no seu exterior, em localização pouco habitual, principalmente por ficar oposta à vila, sendo o único templo aí existente.
Sílvia Leite

Imagens