Pelourinho da Bemposta - detalhe
Designação
Designação
Pelourinho da Bemposta
Outras Designações / Pesquisas
Pelourinho da Bemposta (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Categoria / Tipologia
Arquitectura Civil / Pelourinho
Inventário Temático
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Localização
Divisão Administrativa
Castelo Branco / Penamacor / Pedrógão de São Pedro e Bemposta
Endereço / Local
Largo da Torre
Bemposta
Proteção
Situação Actual
Classificado
Categoria de Protecção
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público
Cronologia
Decreto n.º 23 122, DG, I Série, n.º 231, de 11-10-1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA
ZEP
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Zona "non aedificandi"
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Abrangido em ZEP ou ZP
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Abrangido por outra classificação
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Património Mundial
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Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
Bemposta, actual freguesia do Concelho de Penamacor, foi povoada após a Reconquista por iniciativa de algumas famílias nobres, que aproveitavam o incentivo dado pela carta de foral da vizinha Pena Mocor, provavelmente datado de 1189, quando esta povoação foi doada aos Templários, na figura do seu mestre D. Gualdim Pais. Embora a Bemposta, então ainda não conhecida por este nome, pertencesse ainda à Coroa, foi então apropriada pelo rico-homem D. Ponço Afonso de Baião, governador da Transserra (Covilhã) e da Beira (Guarda), que lhe confere a actual toponímia. A Bemposta, ou Bemposta do Campo, é referida como sendo um pequeno lugar de Penamacor nas Inquirições de 1258, ordenadas por D. Afonso III. Na época, pertencia já à Ordem do Templo, por doação de D. Sancha Rodrigues, viúva de D. Pedro Ponces, filho de D. Ponço, e herdeira de todos os seus bens. A Bemposta recebeu finalmente o seu foral em 1510, por outorga de D. Manuel. Foi sede de concelho desde então e até 1836, quando foi extinto o município, para ser primeiramente integrado em Monsanto, e mais tarde (1848) em Penamacor.
Desta perdida autonomia resta o conjunto do pelourinho, antiga Casa da Câmara, tribunal e prisão comarcã, que ainda hoje se erguem num largo central da povoação, junto à Capela do Espírito Santo (século XVIII) e à Torre Sineira (possivelmente uma antiga Torre de Menagem medieval). O monumento original foi erguido em data incerta, sendo de supor que datasse da concessão de foral manuelino. Porém, o pelourinho actual resulta de uma reconstrução seiscentista, contemporânea de algumas obras então realizadas na muralha, e da construção da já referida Casa da Câmara.
O pelourinho, em granito, ergue-se sobre um soco de três degraus octogonais em pedra toscamente aparelhada, assentes numa larga plataforma quadrada, destinada a vencer o desnível do terreno. A base da coluna é constituída por uma singela peça octogonal de faces ligeiramente rampantes, e o fuste é liso e oitavado. Note-se que a coluna é composta por dois troços distintos, tanto em dimensão (o inferior é cerca de quatro vezes mais comprido que o superior), como na qualidade da pedra. No topo nascente estão vestígios quase ilegíveis de um escudo coroado. Sobre o topo da coluna assenta directamente o remate, não existindo capitel. O remate é em gaiola pouca característica, composta por um prisma quadrangular vazado nos lados com quatro aberturas tipo fresta, em arco redondo, assemelhando-se mais a uma torre sineira. É encimada por um "telhado" de parapeito saliente de onde se elevam quatro colunelos em torno de uma peça central bojuda, rematada por uma moldura boleada que serve de base a um longo espigão de ferro terminando em cruz. SML
Imagens
Bibliografia
Título
Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral
Local
Lisboa
Data
1997
Autor(es)
MALAFAIA, E. B. de Ataíde
