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Igreja de Santa Leocádia - detalhe

Designação

Designação

Igreja de Santa Leocádia

Outras Designações / Pesquisas

Igreja Paroquial de Santa Leocádia / Igreja de Santa Leocádia (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Vila Real / Chaves / Santa Leocádia

Endereço / Local

-- -
Santa Leocádia

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 44 075, DG, I Série, n.º 281, de 5-12-1961 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Santa Leocádia é uma das mais antigas igrejas do aro de Chaves, cuja cronologia de construção deverá rondar os finais do século XIII, ainda que não existam dados seguros a este respeito. Ao certo, sabe-se que o templo já existia em 1264, ano em que aparece mencionado num documento régio.
De um ponto de vista tipológico, o edifício segue o modelo sistematicamente adoptado na nossa arquitectura românica, compondo-se de nave relativamente curta, a que se adossa capela-mor rectangular. Perdida a obra românica em algumas parcelas, pelas sucessivas reformas dos séculos seguintes, a qualidade do programa original está bem patente na janela nascente da cabeceira, em arco levemente apontado, de dupla moldura enxaquetada, intradorso decorado com motivos geométricos e assente em colunelos ornamentados com pequenas máscaras humanas.
No final da Idade Média, o interior foi enriquecido com uma impressionante composição mural, ao que tudo indica organizada em painéis de dois andares. De acordo com os estudos de Pilar Hespanhol e José Nunes, o pintor responsável pelo programa era oriundo de Coimbra e utilizou gravuras de Wohlgemut, importante gravador quatrocentista de Nuremberga. Apesar desta influência, o produto final situa-se já no século XVI, como indica a presença de grotescos renascentistas.
Na segunda metade de Quinhentos ampliou-se a nave e, nos dois séculos seguintes, realizaram-se os retábulos de talha dourada. Ainda em 1727, conforme indica inscrição no janelão da fachada principal, procedeu-se a uma alteração da frontaria. O restauro do conjunto ocorreu recentemente, num processo científico mais vasto, que contou com o contributo da Arqueologia. Esta, a cargo da Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho, logrou identificar um muro romano, o que prova a vitalidade de povoamento na zona desde então, e cujo melhor conhecimento se impõe para uma mais rigorosa caracterização das fases ocupacionais anteriores à construção do templo.
PAF

Imagens

Bibliografia

Título

História da Arte em Chaves - O Românico

Local

Chaves

Data

2011

Autor(es)

BRÁS, Júlio Alves