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Prédios na Avenida Rodrigues de Freitas, 192, 194, 200 e 204 - detalhe

Designação

Designação

Prédios na Avenida Rodrigues de Freitas, 192, 194, 200 e 204

Outras Designações / Pesquisas

Casas na Avenida Rodrigues de Freitas, n.º 192 a 204(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Adega

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Porto / Porto / Bonfim

Endereço / Local

Avenida Rodrigues Freitas
Porto

Número de Polícia: 192, 194, 200 e 204

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 735/74, DG, I Série, n.º 297, de 21-12-1974 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Distribuídos ao longo da Avenida Rodrigues de Freitas (conhecido parlamentar oitocentista), nas imediações da Biblioteca Pública Municipal do Porto e do Jardim de S. Lázaro, os "Edifícios na Avenida Rodrigues de Freitas" destacam-se pelo eclectismo arquitectónico e decorativo que ostentam, à semelhança, ademais, do que se observa noutras edificações portuenses, a exemplo, justamente, do já citado estabelecimento de ensino (vide supra), de risco de José Marques da Silva (1869-1947), levantado no âmbito de um novo espírito urbanístico que se pretendeu então imprimir à cidade do Porto.
Maioritariamente marcada por prédios construídos entre os finais do século XIX e os inícios do XX, a Avenida destaca-se, porém, pela presença específica de três deles, embora unidos pelas linhas características das casas apalaçadas oitocentistas desta urbe, em cujas traseiras se erguiam, com frequência, áreas ajardinadas pontuadas de pequenas fontes, lagos e estufas, muito ao gosto da nova sociedade burguesa deste Fin-de-siècle.
Integrando este conjunto a Faculdade de Belas-artes do Porto, instalada, desde 1928, no Palacete Braguinha, adaptado, para o efeito, pelo arquitecto Manuel Lima Fernandes de Sá, os edifícios revelam-se, no seu conjunto, de três pisos distribuídos de forma harmoniosa, salientada pela simetria compósita dos alçados principais e pelas molduras graníticas que marcam os vãos, a par de platibandas de remate, de altura expressiva, e pelo piso amansardado correspondente à cobertura.
Quanto à gramática decorativa, ela destaca-se pela utilização de ferro forjado nalgumas marquises - denunciando, assim, a ainda forte influência da denominada Arquitectura do ferro - e pela presença de diversos painéis azulejares (maioritariamente enquadrados no movimento Arte Nova), tanto no exterior, como no interior dos edifícios. Interiores estes distinguidos, ainda, pelo elaborado tratamento dos estuques dos tectos dos principais compartimentos, de notória inspiração naturalista.
[AMartins]

Imagens

Bibliografia

Título

Património Arquitectónico e Arqueológico Classificado, IPPAR, vol. II

Local

Lisboa

Data

1993

Autor(es)

LOPES, Flávio