Saltar para o conteúdo principal da página

Cruzeiro do Largo do Calvário e todo o adro envolvente - detalhe

Designação

Designação

Cruzeiro do Largo do Calvário e todo o adro envolvente

Outras Designações / Pesquisas

Cruzeiro e adro do Largo do Calvário / Cruzeiro do Largo do Calvário (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Cruzeiro

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Santarém / Benavente / Benavente

Endereço / Local

Largo do Calvário
Benavente

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 42 692, DG, I Série, n.º 276, de 30-11-1959 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O cruzeiro do Calvário implanta-se no largo conhecido como Rocio do Moinho de Vento, micro-topónimo que se refere efectivamente a um ponto elevado (neste caso a vertente Norte da vila de Benavente e em posição dominante sobre o rio Sorraia e uma ampla secção da lezíria ribatejana) e à existência de um engenho de aproveitamento eólico, entretanto desaparecido. No entanto, o facto de aparecer referenciado como "Rocio" implica que este espaço era já de usufruto da comunidade, configurando um amplo terreiro de fruição social, carácter que manteve ao longo dos tempor, até à actualidade.
O calvário foi construído em 1644, escassos quatro anos após a Restauração da Independência Nacional, e por iniciativa de uma confraria local, consagrada ao Senhor dos Passos, conforme legenda epigráfica que acompanha o monumento: "Esta obra mandarao fazer os irmaos dos Santos Passos em o anno de 1644". Foi objecto de beneficiações por volta de 1725, ano inscrito noutra epígrafe que o acompanha.
Trata-se de um relativamente comum cruzeiro devocional, composto por base e cruz latina, assente sobre pedestal quadrangular de cinco degraus. A base apresenta duas secções, a inferior cúbica, com uma das faces contendo a inscrição comemorativa da construção, e a superior mais trabalhada, com remate de tendência piramidal, onde se crava a cruz. Esta é de perfil latino, com braços bem mais pequenos que o corpo vertical e de remates triangulares, sendo a secção superior coroada por pequena moldura rectangular.
Na actualidade, este conjunto escultórico encontra-se resguardado por adro murado, que lhe confere maior monumentalidade, o que reforça, ainda mais, o estatuto deste calvário como peça de maior alcance histórico-cultural da zona ribeirinha de Benavente, também ela convertida integralmente em anos recentes em espaço verde e de lazer, junto às margens do Sorraia.
PAF

Imagens