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Pelourinho de Alfaiates - detalhe

Designação

Designação

Pelourinho de Alfaiates

Outras Designações / Pesquisas

Pelourinho de Alfaiates(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Pelourinho

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Guarda / Sabugal / Alfaiates

Endereço / Local

Praça da Rainha Santa Isabel
Alfaiates

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 23 122, DG, I Série, n.º 231, de 11-10-1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A criação do antigo concelho de Alfaiates, hoje freguesia do Sabugal, data das primeiras iniciativas de estruturação destes territórios pós-reconquista, no século XIII. Tal como as vizinhas localidades de Sabugal e Vilar Maior, Alfaiates pertencia então ao Reino de Leão, tendo recebido Carta de Foros e Costumes das mãos de D. Afonso X de Leão, em c. 1230. No documento, o topónimo utilizado é Castilho de La Luna, ou Castelo da Lua. Supões-se que a povoação, doravante designada como Alfaiates, terá sido primeiramente integrada em território português a partir de 1282, fazendo parte do dote da Rainha D. Isabel. Mas a incorporação definitiva das terras de Riba-Coa deu-se em 1297, na sequência do Tratado de Alcanizes, assinado entre D. Dinis e D. Fernando IV, sendo este o ano da outorga do primeiro foral à vila. No reinado de D. Manuel, em 1515, Alfaiates recebe foral novo. O seu pelourinho, levantado num largo central da freguesia, diante da antiga Casa da Câmara, parece datar dos anos seguintes ao foral manuelino.
Sobre uma plataforma quadrada, de nivelação do terreno, ergue-se um soco de cinco degraus circulares, de pedra aparelhada e desgastada, dos quais o último serve de base à coluna, lisa e de secção circular, que aí assenta directamente. O capitel resume-se a um anelete liso, circular, quase no topo do fuste, que define um colarinho sobre o qual se apoia o remate. Este é constituído por uma moldura circular de onde se projectam quatro braços em cruz, semelhantes a gárgulas, com a configuração de topos de garrafa (cones bojudos rematados por um "gargalo"). Ao centro ergue-se uma outra peça semelhante, de maiores dimensões, encimada por um cata-vento em ferro forjado. Ressalve-se ainda a existência de vestígios de argolas de sujeição no fuste.
Este pelourinho é bastante semelhante ao de Vila do Touro, no mesmo concelho. SML

Imagens

Bibliografia

Título

Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral

Local

Lisboa

Data

1997

Autor(es)

MALAFAIA, E. B. de Ataíde