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Capela de Nossa Senhora da Penha - detalhe

Designação

Designação

Capela de Nossa Senhora da Penha

Outras Designações / Pesquisas

Capela de Nossa Senhora da Penha (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Capela

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Portalegre / Portalegre / Sé e São Lourenço

Endereço / Local

EN 18, Portalegre-Alpalhão
Portalegre

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 8/83, DR, I Série, n.º 19, de 24-01-1983 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A cidade de Portalegre, definida pelas suas colinas e implantação acidentada de cariz barroco (nas palavras de Jorge Rodrigues e Paulo Pereira "(...) cidade de cor âmbar e amarela, cidade perlada - porto "alegre"; ou cidade implantada neste sítio topograficamente barroco, vinculado à serra, cheia de pedras e barrocais, granítica envolvente..." (RODRIGUES, PEREIRA, 1988, p. 68)), encontra na capela de Nossa Senhora da Penha o expoente máximo desta situação. Localizada na serra em frente, a Senhora da Penha domina visualmente a cidade, enquadrada num cenário fortemente barroco, uma vez que para lá chegar é necessário vencer a escadaria que se prolonga, íngreme, pela colina, e que é considerada como lugar e meio de penitência, característico das igrejas de peregrinação e eremitérios. Junto à igreja, nova escadaria, mas apenas de dois lanços.
Segundo reza a tradição, a capela teve origem na devoção de um eremita refugiado no meio da serra, cuja fé impressionou a população, originando, no século XVII, a construção de um templo de pequenas dimensões. De linhas simples, nave de planta rectangular, e capela-mor circular, este é um edifício exemplar da tipologia comum às igrejas barrocas de matriz popular. A sua edificação remonta ao início do século XVII, nomeadamente, ao ano de 1620, quando o corregedor de Portalegre, João Zuzarte da Fonseca mandou construir a actual ermida, que deveria estar concluída em 1635, muito antes de 1675, época em que a capela passou a ser da responsabilidade dos agostinhos descalços.
O santuário que hoje observamos apresenta fachada animada por pilastras-contrafortes pintadas de azul vivo, rematada por frontão triangular com coruchéus laterais. O portal principal, com remate idêntico, é encimado por uma cruz. No interior, e para além dos múltiplos objectos devocionais (ex-votos) destaca-se, na capela-mor, o revestimento azulejar de tipo tapete policromo, bem como a pintura da cúpula representando a Coroação da Virgem com coros angélicos. De acordo com Jorge Rodrigues e Paulo Pereira, a temática e o modelo iconográfico parecem ser bastante arcaicos. Contudo, a sua execução deverá remontar ao final século XVIII (RODRIGUES, PEREIRA, 1988, p. 76).
Do lado esquerdo da ermida ergue-se uma construção baixa, onde sobressai uma pequena torre sineira com aletas.
(Rosário Carvalho)

Imagens

Bibliografia

Título

Portalegre

Local

Lisboa

Data

1988

Autor(es)

PEREIRA, Paulo, RODRIGUES, Jorge

Título

Portalegre, Dicionário da Arte Barroca em Portugal

Local

Lisboa

Data

1989

Autor(es)

RODRIGUES, Jorge

Título

Inventário Artístico de Portugal - Aveiro, Beja, Coimbra, Évora, Leiria, Portalegre, Porto e Santarém

Local

Lisboa

Data

2000

Autor(es)

SEQUEIRA, Gustavo de Matos