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Forte de Leça da Palmeira, também conhecido por «Castelo de Matosinhos» - detalhe

Designação

Designação

Forte de Leça da Palmeira, também conhecido por «Castelo de Matosinhos»

Outras Designações / Pesquisas

Forte de Nossa Senhora das Neves de Leça / Forte de Leça da Palmeira / Castelo de Matosinhos / Forte de Nossa Senhora das Neves(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Militar / Forte

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Porto / Matosinhos / Matosinhos e Leça da Palmeira

Endereço / Local

Avenida Dr. Antunes Guimarães
Leça da Palmeira

Rua de Santa Catarina
Leça da Palmeira

Rampa do Castelo
Leça da Palmeira

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 44 075, DG, I Série, n.º 281, de 5-12-1961 (ver Decreto)

ZEP

Portaria n.º 474/88, DR, I Série, n.º 167, de 21-07-1988 (com ZNA) (ver Portaria)

Zona "non aedificandi"

Portaria n.º 474/88, DR, I Série, n.º 167, de 21-07-1988

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Mandado edificar em 1638 no lugar de Santa Catarina por D. João Sá e Menezes, conde de Penaguião, o Forte de Nossa Senhora das Neves de Leça destinava-se a reforçar a protecção da barra do Douro, em conjunto com o Castelo do Queijo e o Forte de São João da Foz.
Com a Restauração da Independência em 1640, a conclusão da estrutura da fortaleza de Leça assume-se da maior importância, e por isso os oficiais da Câmara do Porto solicitaram a D. João IV, em 1642, que se terminasse com toda a brevidade a construção da praça-forte. No entanto, as obras seriam retomadas somente no ano de 1646, sendo instituída a primeira guarnição de 6 soldados dois anos depois, por alvará régio.
Porém, o aquartelamento de soldados não indica o terminus da edificação, uma vez que um documento datado de 1655 dava conta de que a construção não estava concluída. Na verdade, a obra iria arrastar-se até ao início da centúria seguinte, pois em 1701 dá-se notícia de que a fortaleza estava ainda incompleta, embora a guarnição tivesse agora mais soldados do que havia tido na centúria anterior, e a artilharia, com quatro peças, funcionasse em pleno. Pensa-se que só cerca de 1720 se dava por finalizada a construção.
De planta abaluartada, o forte dispõe-se num polígono, em forma de estrela de quatro pontas com guaritas, que se interligam por cortinas inclinadas.
Em 1832, durante as Guerras Liberais, foram realizadas algumas obras de melhoramentos na fortaleza, nomeadamente na ponte levadiça, parapeitos, escadas do fosso e nos armazéns do paiol.
Alguns anos depois, o Forte de Leça perdia as suas funções militares, com a extinção da guarnição, e em 1844 era instalada dentro da praça a Alfândega do Porto. No ano de 1899 a secretaria do Porto de Leixões ocupou o espaço.
Em 1962, foi executado um projecto de arquitectura paisagista do espaço envolvente da fortaleza, da autoria de Ilídio de Araújo. Actualmente, o forte é sede da capitania do Porto de Leixões.
Catarina Oliveira
DIDA/IGESPAR, I.P./ Junho de 2008

Imagens

Bibliografia

Título

O Grande Porto

Local

Lisboa

Data

1986

Autor(es)

PACHECO, Helder

Título

Guia de Portugal, v.4, t. I : Entre Douro e Minho, Douro Litoral

Local

Lisboa

Data

1983

Autor(es)

PROENÇA, Raul