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Igreja da freguesia do Beco - detalhe

Designação

Designação

Igreja da freguesia do Beco

Outras Designações / Pesquisas

Igreja Santo Aleixo, paroquial do Beco / Igreja Paroquial do Beco / Igreja de Santo Aleixo(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Santarém / Ferreira do Zêzere / Beco

Endereço / Local

E.M. 520 - 1
Beco

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 32 973, DG, I Série n.º 175, de 18-08-1943 (ver Decreto)
Decreto n.º 30 838, DG, I Série, n.º 254, de 1-11-1940 (ver Decreto) (suspendeu o diploma anterior quanto aos imóveis que fossem propriedade particular, até que se cumprisse o disposto no art.º 25.º do Decreto n.º 20 985, DG, I Série, n.º 56, de 7-03-1932 (ver Decreto))
Decreto n.º 30 762, DG, I Série, n.º 225, de 26-09-1940 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A Igreja Matriz de Beco foi fundada no início do século XVI, quando esta povoação se autonomizou do território de Dornes, constituindo-se como freguesia. Dedicada a Santo Aleixo, a igreja apresenta uma estrutura eclética, originada por diferentes campanhas de obras executadas em épocas distintas.
Assim, embora mantenha o desenho estrutural primitivo, o templo foi alterado no século XVII, quando foi edificada uma nova fachada. Da centúria de Setecentos é o formulário decorativo do espaço interior.
À semelhança de muitos templos manuelinos, a Igreja de Santo Aleixo possui uma planimetria rectangular que se desenvolve longitudinalmente, dividida em três naves com cinco tramos. À estrutura nuclear foram adossados os corpos da torre sineira, edificada do lado esquerdo da fachada, e da sacristia, situada junto à capela-mor.
A fachada apresenta um modelo chão de linhas sóbrias, comportando apenas o portal de moldura recta com cornija, encimado por uma janela que ilumina o espaço do coro-alto. A torre sineira é rematada por um coruchéu. Em cada uma das fachadas laterais foi rasgada uma porta que permite o acesso ao interior do templo.
O espaço interior é dividido por três naves cobertas por tecto de madeira, divididas em tramos marcados por arcos assentes sobre colunas toscanas. Destaca-se a área da capela-mor pela riqueza do seu programa decorativo. A área é coberta por abóbada de caixotões ornamentados com pintura de brutesco. As paredes são revestidas com seis painéis de azulejos azuis e brancos setecentistas, figurando cenas do Velho Testamento. O retábulo de talha dourada foi executado e edificado na primeira metade do século XVIII.
Catarina Oliveira
IPPAR/2006